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2018, que ano foi esse?

Ano em que as famílias colocaram em pauta assuntos importantes desencadeados a partir do tema: Eleições.

Muitas pessoas perceberam a relevância da política, os seus valores e, principalmente, a conduta dos gestores em nosso país e como isso influencia o nosso cotidiano.

Até quem optou anular o voto precisou pensar muito perante a essa difícil decisão. O país se dividiu e os cidadãos buscaram argumentos para justificar as suas escolhas e muitas vezes convencer os familiares e amigos. Discussões calorosas geraram atritos e desavenças, outras, já foram mais produtivas. O brasileiro colocou seus valores em debate, independente do candidato.

Observei as pessoas almejando um mundo melhor, com menos preconceito, mais justiça, menos violência, mais honestidade, mais oportunidade de trabalho, saúde e estudo. Uma vida mais digna!

Compreendemos que podemos ir às ruas e lutar pelo que acreditamos, independente do presidente ou partido. Ninguém tirará de nós o poder de cobrar de nossos governantes sua proposta de trabalho, metas e promessas.
Foi muito bom observar todo esse movimento social que deixou de lado o medo, o vitimismo, a sensação de fracasso e impossibilidades.

E agora? Qual sua participação individual e coletiva nesse movimento social interessante? Já pensou nisso?
Sendo assim, convido o leitor a refletir sobre as metas estabelecidas no início de 2018.

Seus objetivos foram alcançados? Estão em andamento? Foram esquecidos? Conseguiu fazer algumas mudanças em sua vida, mesmo considerando o contexto social e histórico difícil que estamos vivendo? Tem respeitado seus desejos, vontades, valores pessoais e sociais? Sente-se dominando as rédeas de sua vida ou está deixando na mão de seus familiares, amigos, chefes ou governantes? Consegue ser respeitado e respeitar?

Ufa! Não é fácil mudar a si mesmo, imagine um país! Porém, tudo pode ser possível quando nos tornamos vigilantes de nós mesmos, dos nossos valores, crenças e acreditarmos que o mundo pode ser melhor e mais justo.

Sou otimista por natureza e acredito que é sempre possível iniciar, criar um novo sonho ou meta e assim estarmos na condição de aprendiz e ao mesmo tempo líder da própria vida.

A curiosidade e o desejo de mudança nos move para alçar voos cada vez mais desafiadores. Penso que Deus quer que sejamos felizes, dispostos e saudáveis…. Essa deve ser sempre a nossa busca!

Uma última pergunta: Você se conhece? Procure se olhar com curiosidade e amor, entre em contato com você mesmo e descubra o prazer de enxergar seus limites e os superar, não fuja da sua essência e não tenha medo de sua própria natureza. A borboleta antes de sair voando permanece no casulo para depois liberar suas asas.

Ao concluir meu texto lembrei-me da música ‘Metamorfose Ambulante’ de Raul Seixas: ”Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. E você?

Em nome da Clínica Bem-Estar desejo a todos um 2019 com muita ousadia, amor, saúde, discernimento, harmonia e coragem para ser feliz.

Ana Lúcia da Costa Rafael – Coordenadora, é Psicóloga Clínica, terapeuta familiar, casal e individual. Especialista em Psicologia Clínica pelo CRP/SP, pós-graduada pela PUC/SP em terapia familiar, casal e individual. Ministra palestras e cursos para pais, educadores e psicólogos. Articuladora da APTF [Associação Paulista de Terapia]. Formada pelo Programa Internacional em Práticas Colaborativas e Dialógicas/Houston Galbeston Institute [Texas] e Taos Institute [Novo

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Clínica Bem Estar

A clínica Bem-Estar existe há mais de 20 anos e foi idealizada pelas psicólogas Silvia Gonçalves Compri e Irmã Lais Soares. Atualmente, a equipe é composta por quatro profissionais: Ana Lúcia da Costa Rafael, Adriana Pereira Rosa Silva, Flávia Lima Morgon e Patricia Galo Firmino. As psicólogas atendem crianças, adolescentes e adultos em sessões individuais, familiar e de casal, trabalhando na abordagem sistêmica, acreditando numa mudança paradigmática, onde os processos relacionais assumem significativa importância nos atendimentos e na evolução das pessoas que as procuram. Também ministram palestras, cursos para pais, professores e profissionais da área. Desenvolvem projetos sociais, consultoria e supervisões clínicas. A equipe tem como meta tornar-se um centro de referência em atendimento e formação na área da Psicologia.

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