Quinta-feira , 14 Dezembro 2017
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Autêntico e polêmico, escritor é destaque no meio literário do Brasil e da Europa

Histórias de sua vida com pessoas importantes que conviveu como a ex-primeira dama Sarah Kubitschek e a vedete Virginia Lane, se transformaram em livro de sucesso

 

Jornalista, artista plástico, ator e escritor com 35 livros publicados. Esse é o cartão de visita de Thiago de Menezes, itapirense de nascença, porém, “um cidadão do mundo”, como se define.

Com o currículo, se tornou membro da Academia Brasileira de Belas Artes [Órgão Consultivo do Governo Federal] e atingiu uma carreira de sucesso na Europa.

Na França, conquistou a Medaille D’ Argent da Societé Académique des Arts, Sciences et Lettres [Medalha de Prata da Sociedade Acadêmica de Artes, Ciências e Letras] e é membro de honra da Société Académique Des Arts Libéraux de Paris [Sociedade Acadêmica de Artes Liberais].

Em Portugal, integra a Academia Antero de Quental de Lisboa, que lhe outorgou o título de ‘Jornalista Emérito’.

“Também sou membro do Sated [Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão] e escritor da UBE [União Brasileira de Escritores]”, conta Menezes.

Nome completo e grau de instrução?

Thiago Roberto Francisco de Menezes, mas registrado Thiago de Menezes como artista no Sated e como escritor pela UBE. Nasci em Itapira, mas me considero ‘Cidadão do Mundo’ pela maneira empreendedora e aventureira com a qual pautei minha vida e carreira cultural.

Medalha ZUMBI
Foto: Arquivo Pessoal

Você fez outra faculdade além de Comunicação Social?

Além de Jornalismo, estudei turismo, perícia judicial e recursos humanos, tendo sempre a comunicação e o modo de lidar com pessoas como viga mestra.

Você trabalhou e/ou estudou em outro país?

Fiz eventos culturais na Argentina, em Punta del Este, Conrad [Uruguai] e escrevi poemas em Nova York [Estados Unidos]. Fiz reportagens em lugares legais e inusitados. Tive poesias traduzidas na França, Itália e Espanha, por conhecidos tradutores e versionistas. Amélia Sparano, por exemplo, que traduziu toda a obra de Carlos Drummond de Andrade para o italiano, foi quem traduziu minha obra poética para a língua de Dante. Stella Leonardos versou um poema meu, que foi premiado, para o catalão. Acho que todo artista tem que ter um pouco de internacionalismo em suas carreiras, não somente pelo fato de divulgação, mas para provar que a arte não tem fronteiras.

Por que trocou o Jornalismo pelo ramo da literatura?

Na verdade eu nunca troquei o Jornalismo pela literatura, pois ambos caminham de mãos dadas. Continuo atuando como jornalista freelancer e de turismo, assinando colunas em revistas, como a Absoluta de Campinas e o Portal da Aierj [Associação de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro], entre outros. Não gosto muito da vida estática.

Você morou 11 anos no Rio de Janeiro. O que fez profissionalmente neste período na Cidade Maravilhosa?

Na verdade eu morei mais da metade da minha vida no Rio de Janeiro, cidade que me deu amigos, paixões, aventuras, trabalhos e certo reconhecimento. Atuei em Consulados, como o da República do Suriname onde fui Vice-Cônsul e Adido Consular para outros países, assim como, em eventos culturais e de turismo.

Tive uma grande participação em entidades assistenciais e ONG’s sociais, tendo empreendido trabalho voluntário em diversas cidades do Estado do Rio de Janeiro, principalmente na Baixada Fluminense e em comunidades carentes. Como resultado, fui homenageado pelo Poder Público, tendo recebido diversos ‘Títulos de Cidadania’.

Sou cidadão com muito orgulho de Niterói, São Gonçalo, Nilópolis, Belford Roxo, Magé, além do ‘Título de Cidadão Fluminense’ e o de ‘Benemérito do Estado do Rio de Janeiro’, que me foi outorgado pela Assembleia Legislativa. Fui reverenciado, ainda, pelas Câmaras Municipais de outros municípios, como Petrópolis e Paty do Alferes. Sinto-me mais ‘carioca’ do que paulista! Fui mais feliz no Rio.

Qual é o nome do primeiro livro que você lançou?  

Foi um livreto tímido sobre o rock dos anos 50/60 no Brasil: ‘Regiane, a Voz dos Milhões’. Depois dele eu lançaria outros sobre esse mesmo tema, assim como, duas biografias sobre a Celly Campello que foi o nosso maior ídolo musical dos anos sessentinha.

Editoras eu passei pela Scortecci, Oficina do Livro, All Print e outras. Meus livros sempre tiveram tiragens de 500 a 1000 exemplares, ou mais, dependendo do interesse do tema ou da editora.               

livro-
Ilustração: Arquivo Pessoal

Liste a publicação de seus livros.

Além das biografias de artistas como a cantora Celly Campello, a polêmica vedete Elvira Pagã e a nudista Luz del Fuego, que venderam bastante. Lancei livros para crianças, além de compêndios poéticos e volumes de memórias que sempre dão resultado porque as pessoas gostam muito de saber das vidas dos outros.  Lancei em diversos lugares como Livrarias, Academias de Letras, Bienais no eixo Rio-São Paulo, mas estive autografando em ocasiões diferenciadas como na Ilha de Paquetá e de frente para o mar em Rio das Ostras, na chamada Costa do Sol [RJ]. Cada lançamento, noite ou tarde de autógrafos, lugares, teve seu encanto.

Já participou de uma Bienal em SP, RJ ou em outro país?  

Participei de várias Bienais em São Paulo. É legal o contato com o público e com os leitores em geral. Mas, também, existe um lado muito chato, tumulto, aglomerações, que acabam afastando o escritor de todo o público interessado. Fora que esses eventos grandes ficaram muito comerciais nos últimos tempos, perdendo aquela característica tradicional.

Participou da Flip [Feira Literária de Paraty]?

Em Paraty eu nunca quis ir, apesar de gostar daquela cidade. Flip mesmo eu só fui à de Poços de Caldas, assim como,em outras feiras literárias. São experiências legais.

O ramo da literatura é muito difícil em nossa região?

A literatura sempre teve seus altos e baixos. Em nossa região não há uma valorização de escritores, apenas em Itapira, terra do Menotti del Picchia, da Odette Coppos e da Lília A. Pereira da Silva que deixaram suas marcas na história da literatura paulista, assim como, em São João da Boa Vista, terra de Patrícia Galvão [Pagú] e Guiomar Novaes, cidade que tem uma estruturada e séria Academia de Letras, da qual pertenço desde 2001.

Em Mogi Mirim não se tem incentivo e em Mogi Guaçu, onde ajudei a fundar a Academia Guaçuana de Letras, há bons escritores, porém isolados, o que dificulta a aproximação do público com a literatura regional. Há movimentos em Pinhal que valem a pena pela iniciativa.

Em 2015, você lançou quatro livros. Conte sobre eles.

Capa do livro Uma Vida Só Não Basta
Ilustração: Arquivo Pessoal

Em 2015, foram quatro livros, sendo um sobre o legado educacional deixado pela Professora Raphaela Carrozzo Scardua, que fundou as Faculdades Maria Imaculada e Santa Lúcia, assim como, outro volume autobiográfico: ‘“Uma Vida Só Não Basta’, que autografei duas vezes somente no Rio de Janeiro e que esgotou.

Neste último, em 400 páginas contei sobre minha trajetória cultural, saindo de Itapira, uma cidade provinciana rodeada de cana de açúcar para descobrir o mundo. Cada capítulo eu dediquei a uma personalidade das muitas que convivi.

Falo de velhas artistas de Hollywood como Zsa Zsa Gabor e Joan Collins, de antigas cantoras de rádio no Brasil, como Elizeth Cardoso, Emilinha e Marlene, pois era uma façanha ser amigo das duas que eram inimigas;  de vedetes como Virginia Lane e Elvira Pagã, com a qual convivi por onze anos.

Também de estrelas do cinema nacional como Eliana, que teve um final decadente e Leonora Amar, que se casou com um presidente da República no México; de socialites como Lucy Bloch e Beki Klabin, que foi uma mulher muito importante na minha vida. Conto da minha amizade com muitas primeiras damas que foram minhas amigas e conselheiras como Sarah Kubitschek e Yolanda Costa e Silva.

Falo também, não só de artistas, mas de gente diferente que esteve presente em meus dias e carreira, como embaixadores, políticos, bicheiros, putas, gays, provando que há liberdade nas amizades e no amor.

Lembro-me de mulheres que me marcaram como Shirley Gray, Linda Conde e Marina Montini, a bela mulata [Musa do Di Cavalcanti] que me ensinou todas as artimanhas do amor e do sexo. Fui apaixonado por ela durante um período. Isso tudo aconteceu quando morei em Copacabana, no mesmo prédio que ela, no Edifício Mauritânia e fomos amantes. Tenho muitas saudades desses dias. Eu era um adolescente, aprendendo tudo com aquele mulherão. Essas mulheres é que abriram minha cabeça para tantas outras aventuras e experiências únicas que vivenciei.

Se tive muitos relacionamentos com mulheres casadas foi por que as mesmas se permitiram e acho poético lembrar somente de coisas legais, boas. As ‘amargas não’, como diria o genial Alvaro Moreyra. Realmente, acho que uma vida só não basta!

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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4 comentários

  1. Paulo Henrique de Lima

    Excelente entrevista. Parabéns!

  2. Querido Thiago, que anoitecer agradável tive esta tarde!!!
    Estive lendo sua entrevista com carinho e atenção e como fiquei feliz ao ver todas as suas realizações !!!.. Sempre acompanhei seus’ ires e vires’ a distância com grande interesse mas também com a nostalgia dos tempos que esteve por nossa cidade Aqui ,antes de seguir com seu sucesso pelo mundo afora deixou amigos que muito o admiravam e principalmente gostavam muito de seu jeito gentil e afável de ser , sempre heráldico em sua postura elegante
    Não mais direi que estamos com saudades , mas agora vamos intimá-lo a vir exterminar, acabar com aquele tão indesejado sentimento de falta que sua ausência sempre causou
    Com carinho
    Shirley

  3. THIAGO DE MENEZES , passeando pelo Facebbook, me deparei com sua entrevista.
    Como sempre, emocionante e fantástica.
    Parabéns amigo querido, um orgulho para todos nós,
    inclusive para mim que manifesto carinhosamente minha admiração !
    Sucesso sempre e grande abraço
    Nice Ventura

  4. Meus parabéns pela belíssima entrevista,saudações
    Conde Thiago

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