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Autódromo Velo Città

Guilherme Spinelli orgulha-se de a pista ser uma da mais técnicas do Brasil

Um imenso jardim de 600 mil metros quadrados de grama, com alamedas floridas, lagos e palmeiras imperiais que recebem os visitantes com sua exuberância. Encravada em toda essa beleza, uma pista de 3.493 metros de nível internacional, construída sob os mais rígidos padrões de segurança.

Assim é o complexo do autódromo Velo Città, na Fazenda Paineiras, localizado em Mogi Guaçu. “É uma cidade com 150 mil habitantes, que fica em uma das regiões mais desenvolvidas do estado de São Paulo, com fácil acesso a hotéis, hospitais, shopping center e cercada pelas mais modernas rodovias do país que facilitam o acesso graças às pistas duplicadas e muito bem conservadas”, fala o CEO da empresa, Guilherme Spinelli.

O CEO é um dos principais nomes do rali brasileiro em competições nacionais e internacionais, sendo pentacampeão do Rally dos Sertões. “Apaixonado por automobilismo, participei desde o início da construção do Velo Città”.

Em 2018, visando evoluir em novos planos e gestão, o Velo Città passou a ser administrado pela Spinelli Racing, uma empresa especializada no desenvolvimento de projetos dentro do universo do automobilismo.

“Nossa equipe é formada por profissionais com mais de 20 anos de experiência em diversos modelos de eventos como treinamentos, lançamentos, competições, confraternizações, relacionamento com o cliente e em engenharia automobilística na projeção de carros de competição e carros especiais”.

Privado
Apesar de Mogi Guaçu fazer parte deste cenário do esporte nacional, é de suma importância esclarecer que o autódromo Velo Città é uma ‘empresa particular’ e ‘independente de vínculos’ político-administrativos com a cidade, não sendo um ponto turístico, nem tão pouco aberto para o público.

“O local é utilizado por empresas e empresários do setor automobilístico e motociclístico que alugam o espaço para realização de eventos privados e particulares para e, exclusivamente, a convidados, não sendo de responsabilidade nenhuma da administração do Velo Città quem serão estes convidados, e sim, de cada empresa ou empresário que alugam o local”, explica Guilherme Spinelli.

“Considero o autódromo, a minha segunda casa”

História
Tudo começou em 2002, quando a Fazenda Paineiras era uma pista de teste para carros de competição de rali. “Eram cerca de 30 quilômetros de trilha com um traçado acidentado, mesclando trechos velozes e outros mais lentos. O objetivo era ter um local para treinos que tivesse a maior semelhança possível com os rallies”.

A partir de 2008, a história mudou porque o projeto de construção de um autódromo profissional nasceu. “Os primeiros testes de pista foram realizados com o clássico e lendário Ford GT, dois nos depois”.

Desde a sua inauguração até os dias atuais, o Velo Città está em constante processo de expansão e inovação, com projetos voltados para segurança, ampliação, aperfeiçoamento e manutenção e a pista é considerada pelos próprios pilotos como um dos autódromos mais técnicos do Brasil. “E não é à toa! São 14 curvas com um traçado bastante sinuoso, com variantes que permitem diferentes desenhos da pista”.

Inaugurado em 12 de julho de 2012, é homologado pela CBA [Confederação Brasileira de Automobilismo] para receber provas do automobilismo nacional, e pela FIA [Federação Internacional de Automobilismo], habilitando o autódromo a receber categorias internacionais de Turismo e Gran Turismo, até Fórmula 3.

“Dentre as principais características do circuito está o relevo bastante desafiador com subidas e descidas e um traçado que traz perfis de diversas pistas ao redor do mundo. E, ainda, trechos velozes em duas retas, algumas curvas de alta velocidade e setores mais dinâmicos, onde a técnica e a perícia de cada piloto são determinantes”.

Grandes nomes do automobilismo nacional e internacional têm seu nome gravado na história do Velo Città como Nelson Piquet, Wilson Fittipaldi, Emerson Fittipaldi, Felipe Massa, Ingo Hoffman, Chico Serra, Gil de Ferran, Cacá Bueno e Valentino Rossi.

Infraestrutura
Guilherme Spinelli conta que tudo foi idealizado para a comodidade de pilotos e convidados, como por exemplo, o lounge no andar superior que dispõe de uma grande varanda em toda sua extensão, permitindo uma visão privilegiada de quase toda a pista para os convidados e o box que tem um revestimento rústico de pedras que foram retiradas do próprio terreno onde foi construído o autódromo.

“O complexo dispõe de boxes, lounge superior para 500 pessoas, torre de cronometragem e direção de prova com visão de praticamente 100% da pista, prédio de serviços, área para abastecimento, além de uma pista off-road com 2.500 metros e 18 obstáculos”.

Como resultado, o Velo Città possui infraestrutura completa para receber diversos tipos de eventos automobilísticos e motociclísticos.

“Anualmente, são realizadas no autódromo as principais categorias brasileiras como Porsche Cup GT3 Challenge, o tradicional 500 km de São Paulo, Etapa do Campeonato Brasileiro de Endurance e, mais recentemente, a Fórmula 3 e a Stock Car [maior categoria profissional do automobilismo brasileiro]”.

Curiosidades
– Oito boxes com capacidade para até quatro carros cada e equipados com portões automáticos;
– Largura da pista: 12 a 19 metros;
– Altitude: entre 730 e 780 metros;
– Desnível: 50 metros;
– Heliporto homologado pela ANAC;
– Pit lane com 160 metros de comprimento, bolsão de estacionamento, área para lavagem de veículos e reabastecimento;
– Competições já realizadas: Porsche Cup, Lancer Cup, 500 km de São Paulo, Classic Cup, Fórmula 1600, Fórmula 3 e 1000 Milhas Históricas Brasileiras;
– Recorde da pista:
– Categoria F3 / Piloto: Guilherme Samaia / Data: 03/06/2017 / Tempo 1:20.142.

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Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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