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Coletivo feminista propõe ações para ‘balada segura’

Na terça-feira, 29 de novembro, o Coletivo Educacional de Mulheres ‘Maria Lacerda de Moura’, que possui integrantes em Mogi Mirim, Mogi Guaçu, promoveu uma capacitação com os donos de estabelecimentos para minimizar ocorrências de violência contra mulheres. Ao todo, foram seis os bares e casas noturnas que aceitaram o convite para o bate-papo, realizado na sede da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], em Mogi Guaçu.

Participaram os estabelecimentos O Bar dos Carecas [Mogi Mirim], Madrid Lounge Bar [Itapira] e Profeta Pub Rock, Choperia Tradição, Jukadani Rock Bar e Tia Nena Music Bar [Mogi Guaçu], que assinaram um termo de compromisso para promover maior segurança para as frequentadoras destes locais.

Durante o evento, integrantes do Coletivo explicaram para os proprietários a campanha que está sendo realizada pelo grupo, e os bares e casas noturnas que se comprometeram com a causa receberão o ‘Selo Mulheres Mobilizadas’, utilizado também por outros coletivos pelo Brasil afora.

O objetivo da ação é que donos e funcionários estejam aptos a lidar da melhor forma possível com casos de violência contra mulher, dando suporte à vítima.

Além da conscientização com os proprietários, o Coletivo planeja ainda elaborar peças de comunicação para divulgar ainda mais a campanha e realizar intervenções nos estabelecimentos parceiros, elucidando a todos sobre a questão da violência.

Apesar do número de estabelecimentos participantes ter sido pequeno, frente a quantidade de convidados, o saldo é positivo, já que os presentes aderiram à campanha.

Pesquisa

As ações efetivas que estão sendo realizadas pelo Coletivo Educacional Maria Lacerda de Moura são frutos de uma pesquisa feita este ano por meio de formulário na internet questionando, de forma anônima, mulheres de Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Itapira sobre casos de violência sofridos em bares e baladas.

De 90 mulheres que responderam a pesquisa, 75% delas garantem que já sofreram violência na noite. Os depoimentos apontam que são desde violências físicas, como beijos forçados a puxões de cabelos e apertões nos braços, até as verbais, como xingamentos, por exemplo.

A pesquisa constatou também que 56,5% das mulheres já foram vítimas de agressão mais de cinco vezes enquanto estavam em casas noturnas, bares ou restaurantes, e 8,7% apontou ter sido violentada cerca de duas vezes.

Entre os quesitos para considerar um estabelecimento seguro, as mulheres elencaram a presença de seguranças; seguido da presença de funcionários sensíveis a lidar com as denúncias de assédio e, em terceiro lugar, mulheres integrando o quadro de funcionários.

Sobre Letícia Guimarães

Graduada em Comunicação Social com Especialização em Jornalismo pela Unip [Universidade Paulista], Letícia Guimarães dos Santos, 28, é Editora-Adjunta da O Pólo, sendo responsável pelas reportagens da cidade de Mogi Mirim. Fez carreira de sucesso em coberturas da editoria de polícia. Estagiou como assessora de imprensa em agência de comunicação em Campinas, trabalhou em jornais da região da Baixa Mogiana e atuou como correspondente para o jornal O Estado de São Paulo.

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