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Comidas típicas e Datas Festivas

Sempre me pergunto qual a festividade do ano que mais me encanta, tanto como celebração, como em termos de suas comidas típicas.

Sem dúvida, em relação a este tema, uma das que eu mais gosto são as Festas Juninas. Não que eu não goste do peru de Natal, ou mesmo da lentilha do Ano Novo, mas as Festas Juninas, além da diversidade de guloseimas, são alegres, coloridas, cheias de músicas e danças. São festividades mesmo, que reúnem um bocado de gente para, realmente, uma festa!

Mas, ahhh! Ahhh, as comidas típicas das Festas Juninas.

São tantas, tantas! E todas elas são deliciosas, tanto as salgadas [caldos bem quentes, cuscuz, pinhão, milho verde, caldinho de feijão], quanto as doces [canjica, arroz doce com amendoim, bolos, queijadinhas, paçocas].

E não precisa ser festão não! Um jantarzinho em casa junino também cai bem! Que tal um risoto de pinhão com queijo coalho e linguiça? Delícia né.

Fui pesquisar um pouco para escrever este artigo e descobri que a origem histórica das tradições juninas é europeia e teve início quando agricultores festejavam suas colheitas.

Mais especificamente em Portugal, a tradição é e era celebrar a colheita do trigo e com a colonização do Brasil, o costume foi introduzido aos poucos por aqui. Que coisa boa estes portugueses nos trouxeram, né?

Como o trigo no Brasil ainda não era cultivado em grande escala, as festanças ocorriam quando aconteciam as colheitas do milho e é, por isso, que quase todas as receitas contém este ingrediente, de todas as suas formas: canjica, pipoca, bolo de milho ou fubá, pamonha e curau.

Além destas delícias típicas desta época, outros grandes ‘ingredientes’ que deixam esta festividade ainda mais gostosa são o quentão e o vinho quente.

Eu confesso para vocês que passo o ano todo com saudades de quentão! Sou completamente apaixonada por aquele sabor adocicado e ao mesmo tempo picante, fora seu aroma indescritível.

Vocês já devem ter percebido que sou apaixonada por gostos e aromas da cozinha, não é mesmo?

E estudando também um pouco sobre o quentão, descobri que acredita-se que é uma bebida surgida provavelmente no interior dos estados de São Paulo e de Minas Gerais. Acredita-se também que ele seja uma versão mais barata do vinho quente, pois sua base alcoólica é a pinga.

A palavra ‘quentão’ é derivada de ‘quente’, e como o próprio nome já diz, é servido quente, muito quente e seus ingredientes principais são gengibre, açúcar, canela e pinga. Não tem como não dar certo, né?

Esses dias atrás já começamos a planejar nosso encontro anual junino e eu não consigo parar de planejar os comes e bebes. É logico que meu pensamento voa e eu já tenho vontade de fazer tudo! Mas o mais importante é o quentão, que não pode faltar!

Ainda bem que, se não for junina, pode ser julina, não é mesmo? Ou pode ser os dois!

E para esta data tão especial, segue abaixo a minha receita de bolo de fubá com iogurte e canela, que é uma delícia e faz o maior sucesso nas festas:

Ingredientes

Para untar a forma e a casquinha crocante:
1/2 xícara de açúcar;
1/2 colher sopa canela.

Para a massa do bolo:
03 ovos;
1 xícara de óleo;
1 potinho de iogurte natural integral;
1 1/2 xícara de açúcar;
1 xícara de fubá;
1 xícara de farinha de trigo;
1 colher de sobremesa de essência de baunilha [porque eu gosto];
1 colher de sopa de fermento em pó.

Modo de preparo
Separa todos os ingredientes em primeiro lugar. Pré-aqueça o forno a 180 graus e unte uma forma com manteiga.
Na sequência, misture os ingredientes para untar a forma e a casquinha crocante. Coloque metade desta misturinha na forma untada com manteiga e espalhe por toda a forma [isso vai ficar no lugar da farinha de trigo que normalmente colocamos em cima da manteiga na hora de untar.
Reserve a forma untada.
No liquidificador, junte os ovos, o iogurte, a essência de baunilha e o óleo. Bata bem até ficar bem uniforme. Junte o açúcar e o fubá. Bata até ficar homogêneo.
Num bowl grande, colocar a farinha peneirada e, depois juntar a mistura do liquidificador. Misturar tudo, se possível com um fouet*. Por fim, acrescentar o fermento e despejar a mistura na forma.
Por cima da massa líquida já na forma, salpicar a metade que sobrou da misturinha de açúcar e canela. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus por 45 minutos. Fazer sempre o teste do palito, lembrando que cada forno é diferente um do outro.

*Fouet: utensílio culinário que nada mais é do que um batedor de arame [ou de silicone/plástico]usado principalmente para incorporar ar em diversos preparos. Dá leveza em receitas como massas de bolo, claras em neve, chantilly. É o batedor mais comum das batedeiras e sua função é a mesma.

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Maria Gabriela C. de Carvalho Franco de Almeida

Graduada em Direito pela USF [Universidade São Francisco] – Bragança Paulista –, e Pós-Graduada em Direito do Trabalho Empresarial pelas Faculdades Integradas de Curitiba [PR]. Exerce a advocacia em seu dia a dia e, mesmo assim, tem outra área de atuação de muito sucesso: a Gastronomia. Por isso, desenvolveu um espaço dedicado para os amantes da culinária, com um estúdio gourmet com capacidade para receber até 12 alunos, além de realizar pequenos eventos.

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