Cultura

Cultura e negócio diferenciados

O brasileiro é criativo. Mas essa criatividade não necessariamente converte-se em ativo econômico. Para transformar uma boa ideia em produto, serviço e valor agregado, existem desafios das mais diversas ordens que o Brasil não tem sido ágil ou capaz de enfrentar com a devida ênfase.

“As dificuldades do país até ajudam a estimular a criatividade e a capacidade dos brasileiros de inventarem soluções, mas o grande diferencial para formar profissionais criativos, é a educação”, comenta a proprietária da Coletivo da Arte, a empresária Daniela Risi, 40.

Segundo ela, não basta ser criativo se você não tem a capacidade de decodificar e elaborar informações e não desenvolver raciocínio crítico e questionamentos.

 

Tecnologia e Indústria Criativa

A Indústria Criativa é vista como a economia deste século e é isto que estamos vivenciando em nosso dia a dia. “Em uma época cada vez mais marcada pela criatividade e quebra de padrões pré-estabelecidos, investir em soluções criativas contribui diretamente para o desenvolvimento de uma sociedade mais sustentável e preocupada com o futuro”.

Daniela Risi diz que a tecnologia nos ajuda em muitas tarefas e a trabalhar de uma forma diferenciada, o que pode ser a chave para o sucesso. “Empreender é difícil e buscar métodos que possam alavancar os negócios são o grande desafio da atualidade e a tecnologia pode fazer a diferença para aprimorar e destacar-se no mercado”.

Com a criação de novos softwares para a Arquitetura, proporcionaram realismo aos projetos e ajudam o cliente a ter uma maior percepção do seu plano no futuro.

“Diminuíram as margens de erro e até mesmo de dúvidas quanto à escolha de acabamentos. Por consequência, o planejamento de uma obra fica mais simples e evita gastos desnecessários durante o processo”.

Destaca que para os jovens e adolescentes, as mídias de redes sociais são um canal de informação, porém, é preciso ter atenção. “Nem tudo que circula na rede pode trazer benefícios para eles. Criar conteúdo que agregue informações úteis e importantes é a principal estratégia para de fato ser trabalhada”.

 

Cultura Criativa

A Coletivo da Arte propôs-se a um segmento de negócio diferenciado e a Tecnologia e Criatividade são peças fundamentais para a proposta da empresa que hoje possui novos produtos e métodos construtivos como por exemplo, a exploração do recorte a laser, fornecimento de peças que não estão no mercado da região e inovou nos revestimentos produzidos em peças de cobre esmaltado.

“Buscamos inspiração fora, seguimos tendências de aplicações e temos um leque de produtos que atendem a todos os bolsos. Até a implantação da empresa, foram inúmeros estudos para chegarmos ao resultado das escolhas de nossas peças. Além do que, estimulamos e incentivamos o pequeno produtor, artistas, artesãos e a manufatura de muita gente bacana e criativa”.

“O grande diferencial para formar profissionais criativos, é a educação”

Produtos

A Coletivo da Arte apresenta um portfólio super criativo, voltado ao segmento da Arquitetura e Decoração e trabalha com o conceito de cobogós aplicados em materiais como MDF revestido e metais para confecção de biombos, divisórias de ambientes e revestimentos.

“Temos uma vasta plataforma de estampas que atendem aos variados gostos e necessidades de projetos. Inovamos na execução de elementos vazados, que estão em alta no setor da Arquitetura”.

Entre os produtos de notoriedade está o cobogó. Cobogó é a denominação dada a elementos vazados, que completam paredesmuros e divisórias para possibilitar maior ventilação e luminosidade no interior de um imóvel, seja ele, residencial, comercial ou industrial.

“Seu nome deriva das iniciais dos sobrenomes de três engenheiros que no início Século XX [1929 – 1930] trabalhavam em Recife [CE] e conjuntamente o idealizaram: Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis”.

No inicio, os cobogós eram feitos de cimento. “Com a sua popularização, passaram a ser moldados em outros materiais como argilavidrocerâmica, metais e MDF”.

Na Coletivo da Arte, o artigo é manufaturado com dois tipos de acabamentos específicos para a composição de seus elementos: MDF revestido com melanina madeirada da marca Berneck e metal com pintura eletrostática.

“A partir das estampas escolhidas, utilizamos máquinas de CNC [Computer Numeric Control] e de corte a laser para a confecção das chapas. Exploramos a precisão dessas ferramentas para elaborar os mais belos painéis. Da escolha da estampa e cores até o produto final do recorte, estamos sempre atentos à perfeição das peças”.

Para a comercialização do item, o preço é o do custo – benefício. “Nosso objetivo é atender todas as demandas e buscamos com os nossos fornecedores valores que sejam acessíveis para todos os bolsos. Desta forma, criamos duas vertentes de produtos que ajustam-se em cada orçamento”.

Outra mercadoria relevante da empresa é um produto inovador que muito orgulha Daniela Risi, sendo ele, a criação de peças em cobre esmaltado. “Nossas peças em cobre esmaltado é uma tecnologia passada de pai para filho e, hoje, apontamos ser o troféu da Coletivo da Arte”.

O cobre vem sendo utilizado mais progressivamente na Arquitetura, mostrando-se um produto volátil e de grande aceitação no mercado. Por isso, a Coletivo da Arte tem parceria com a Risi Produtos Cerâmicos, que é a única produtora desse material no país, empresa que tem como proprietário o irmão da arquiteta, Renato Risi, 42.

“Essas peças são pastilhas de 7,5 x 7,5 cm, paginadas e emolduradas, ou seja, aplicações pontuais na decoração, transformando-as em obra de arte e sendo colocada como ponto focal para qualquer ambiente. Podemos adequá-las a qualquer medida de molduras. Arrojadas, sofisticadas e luxuosas. Assim podemos defini-las”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Serviços e exposição

A empresa dispõe de atendimento exclusivo pelos canais da Coletivo da Arte por meio de sua loja virtual ou diretamente com os seus vendedores.

“Possuímos um showroom específico das peças na Villa Terra Revestimentos localizada em Mogi Guaçu e estamos finalizando pontos de revendas nas cidades de Campinas e Itatiba. Nestes pontos, a inauguração está agendada para janeiro de 2018”.

E ainda, para este ano, a meta pré-estabelecida é a abertura de novos pontos de revenda pela região de Campinas. “Também estamos estudando a possibilidade para a instalação da primeira loja física da Coletivo da Arte em Mogi Guaçu”.

Novidade também para 2018 é a “que seremos fornecedores oficiais da Campinas Decor e, assim, aprofundaremos o relacionamento com os arquitetos e especificadores que possam ajudar a nos projetar no mercado”.

Daniela Risi fala que para transformar uma boa ideia em produto a palavra central para a resposta é gestão. De acordo com ela, há uma infinidade de grandes ideias que terminam em nada porque os profissionais dos setores criativos não conseguem materializar aquilo que concebem dentro de um ambiente empresarial.

“Esse é o principal ponto. Mas existe um caminho para essa ideia transformar-se em produto ou serviço. E, esse caminho, passa por um plano de negócios, pela busca de financiamento, por associações e parcerias, enfim, pelos caminhos empreendedores mais diversos”, finaliza.

Fotos: Lucas Gois – lucasgoisfoto.com.br

 

Coletivo da Arte

(19) 3861.7134 / (19) 99895.5101
E-mail: daniela.risi@terra.com.br

 

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Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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