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Após conquista inédita com país mais pobre do mundo, Mary Person está em Mogi Guaçu para as festas de fim de ano

Atleta treinou seleção que não tinha nem chuteiras para jogar

Ser jogador de futebol como Neymar, Alexandre Pato e Kaká é o sonho de muitos garotos brasileiros. Mas este sonho se torna realidade apenas para uma minoria. Se entre os homens é difícil, para as mulheres é uma tarefa mais árdua ainda.

Portanto, os guaçuanos têm muito que se orgulhar de Mariana Brito Neves, Mary Person, jogadora reconhecida no meio futebolístico graças a muitos treinos e esforços.

Em novembro, Mary Person esteve como assistente técnica das seleções femininas sub-20 e sub-17 do Haiti e conquistou um feito inédito na carreira profissional, assim como, para o país mais pobre do mundo.

A seleção sub-20 faturou a Copa Caribenha e a sub-17 o vice-campeonato. “Quando cheguei ao Haiti, as meninas não tinham nem chuteiras para treinar. Uma realidade de vida extremamente difícil”, diz ela.

Com as conquistas, os times se classificaram para as eliminatórias das categorias das Copas do Mundo da Concacaf[Confederação da América do Norte, Central e Caribe]. A seleção sub-20 não conseguiu a classificação para o mundial de 2016, que será disputado em Papua Nova Guiné [Oceania].

Na quarta-feira, 09 de dezembro, a equipe foi goleada pela seleção dos Estados Unidos por 6 a 0 e disse adeus a competição. Antes, as haitianas tinham derrotado o Panamá por 3 a 2 e perdido do México por 5 a 0.

“Deu à lógica. O importante é que abrimos os olhos do mundo para a realidade do Haiti e agora temos mais experiência para trabalhar com a sub-17, que disputa o mesmo torneio em março de 2016”, diz.

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Mary Person esteve na redação da O Pólo na tarde de quarta-feira, 09 de dezembro, para buscar uma edição da revista impressa e participar de um bate-papo informal.

 

43º graus

O convite para ser assistente técnica veio do polonês Shek Borkowkski, dono do clube que a meia-atacante joga na América, o FC Indiana.

“Sempre ajudei as minhas companheiras e isso despertou o interesse dele [Shek]. O dono do meu time é o técnico da seleção feminina principal do Haiti, então, me convidou para comandar a sub-20”, conta.

Trabalhando com meninas que vivem em condições miseráveis, sem noção das regras de futebol, Mary Person conseguiu com amigos dos Estados Unidos, 40 pares de chuteiras para suas jogadoras e comandou o time que venceu a Copa Caribenha.

“Foi o primeiro título na história do futebol feminino do Haiti. As pessoas não têm dimensão do que enfrentamos lá”.

A jogadora comenta o outro lado da moeda. “O calor no Haiti chega a 43 º e no país não tem água. Eu me estressei quando vi essa situação. Imaginem para quem vive essa realidade todos os dias. É muita humilhação que este povo passa”, desabafa.

 

Pró-Haiti

Para ajudar suas jogadoras, Mariana Neves lançou no mercado este mês a camiseta ‘#marynohaiti’, na qual, a renda será revertida em prol das suas seleções femininas haitianas sub-20 e sub-17. A camiseta pode ser adquirida pelo valor de R$ 39,90.

Mais informações sobre o produto no site: www.maryperson.com.br.

 

30 dias

Mary Person chegou à cidade em 02 de dezembro e retorna para os Estados Unidos em 04 de janeiro de 2016. Veio para as celebrações de Natal e Réveillon.

“Apesar das festividades de final de ano, continuo ministrando palestras e clínicas esportivas pelo Brasil inteiro”.

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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