Domingo , 19 Novembro 2017
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DIÁRIO DE INTERCÂMBIO

Londres, a capital do mundo

Londres é a capital da Inglaterra e do Reino Unido [formado por Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales], com população de cerca de oito milhões e meio de habitantes. Junto de Nova York [Estados Unidos], é considerada a principal cidade global do mundo sendo uma referência de globalização, economia e serviços no geral.

Sua característica mais surpreendente, entretanto, é a de ser constantemente adorada por todos os seus visitantes – e não são poucos. Geralmente está entre as três cidades mais visitadas do mundo. Entre todos aqueles com quem conversei antes de me mudar – antigos moradores, visitantes de uma única vez ou visitantes constantes – foi o único destino unanimemente recomendado. Há quem não goste de Paris, de Roma ou da Disney. Mas todos amam Londres.

Em quase duas semanas, não é exatamente difícil perceber o motivo desta, digamos, adoração. A cidade comporta tudo o que se pode imaginar, de maneira acessível – apesar de nem sempre barata – através do seu eficiente sistema de transporte público. Assim, todos se encontram em um lugar ou outro aqui – ou, em alguns casos, em todos os lugares.

Chego aqui com o termômetro marcando cerca de 6 graus, um pouco mais, um pouco menos. No final desta semana deve haver um pouco de neve. Quase todo dia chove, tornando indispensável que se carregue um guarda-chuva literalmente o tempo todo. Nada daquela chuva forte, tropical, nossas chuvas de verão, mas aquela garoa persistente que minha família chama de “chuva molha bobo”, que, realmente, molha. Isto, somado ao vento e ao dia que tem período de sol entre às oito da manhã e às quatro da tarde causam bastante estranhamento e pedem algum tempo para adaptação.

Aproveitei minha primeira semana para andar pela cidade, justamente me acostumando a este clima absolutamente diferente do nosso. Por ser uma cidade plana e com uma malha metroviária bastante extensa, andar por aqui é bastante gostoso. Claro que nos primeiros dias demora-se um pouco para entender exatamente como funciona o metrô, confundem-se algumas estações, mas em pouco tempo se acostuma.

A troca de guardas no Palácio de Buckingham [feita em dias alternados, pois estamos no inverno], as Casas do Parlamento com o famoso Big Bem e a roda gigante London Eye tomaram o primeiro dia. Por incrível que pareça, apesar da nossa economia enfraquecida, se ouve turistas brasileiros em todos os lugares. O segundo ficou por conta de algumas compras [de roupas para o inverno] nas famosas Oxford e Regent Street. Mais do nosso sotaque, com direito a um restaurante brasileiro pra tomar uma Guaraná e matar a ‘saudade’ – não sou o maior fã de Coca-Cola, infelizmente.

Partes absolutamente turísticas feitas, aproveitei os outros dias para perceber quão culturalmente rica Londres é tanto na cultura erudita – com inúmeros teatros e museus de cair o queixo – quanto na cultura de rua. Há um pequeno mausoléu grego inteiro dentro do British Museum e a versão que mais gosto da Virgem das Rochas de da Vinci, na National Gallery. Em Camden Town, bairro de Amy Winehouse muito conhecido pela cultura punk dos anos oitenta e por seus mercados com muita arte e comida, no descolado bairro do Soho, na luxuosa Harrods ou nos bairros de Chelsea ou Mayfair percebe-se porque todos se identificam com a terra da rainha: cada gosto encontra aqui alguma correspondência, e em larga escala.

Final de semana, claro, não podia faltar uma ida a um pub, para um pin [pouco mais de 500 ml] de cerveja e o tradicional fish and chips – um pedaço de bacalhau fresco empanado e frito servido com batata frita, molho tártaro e purê de ervilhas – excelente, por sinal.

Finalmente, nesta semana, há orientação para os alunos de intercâmbio, colocando as últimas coisas nos eixos para as aulas que começam dia 18. Há sessões com as mais variadas dicas – somos em 380 este semestre, fora os alunos estrangeiros que se graduam normalmente aqui ou que vieram cursar todo o ano; a grande maioria é de americanos, mas há mais latino-americanos, africanos e asiáticos.

Aparentemente, sou o único aluno brasileiro a cursar só este semestre.  Assim que os últimos ajustes nas matérias que cursarei forem feitos – afinal, sim, como no Brasil também há ‘erros e, inclusive, pasmem, atrasos – começo as aulas e então, mãos a obra.

 

No próximo diário, detalhes sobre o sistema de ensino superior na Inglaterra e sobre a King’s College London =) See you soon!

 

Sobre Matheus Marchiori dos Santos

Matheus Marchiori dos Santos, 20, cursa o terceiro ano de Direito da USP [Universidade de São Paulo] – Largo São Francisco e está Londres [Inglaterra], fazendo um intercâmbio de seis meses na King’s College London – The Dickinson Poon School of Law. Neste período, fará estudos de LL.B [Bacharelado em Direito] e também será correspondente da O Pólo, relatando quinzenalmente em diário online com artigos e vídeos temas como atualidades e acontecimentos em Londres, calendário cultural, estilo de vida, dicas de viagem, curiosidades e burocracia para estudar fora do Brasil.

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Um comentário

  1. Para quem se diz socialista e do povo, Londres capitalista e cheio de coisas, parece ser muito boa.

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