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Guaçuana vence concurso regional de redação

Foto: Otávio Bueno

Marina Beatriz Constantino, 09, aluna da Emef ‘Professora Alice de Campos Silva’, do 4º ano do ensino fundamental I, venceu o concurso do “Projeto MPT [Ministério Público do Trabalho] da Escola: de mãos dadas contra o trabalho infantil”. Com o título ‘Brincar, estudar e sonhar’, a aluna conquistou o primeiro lugar na categoria conto.

O projeto que foi lançado em junho de 2009, pela Coordinfância – MPT [Coordenação Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente] teve a participação de todas as Secretarias de Educação da região de Campinas. A cerimônia de premiação aconteceu em Campinas na sexta-feira, 25 de novembro.

Como prêmio pela brilhante vitória, Marina Constantino recebeu um tablet, assim como, sua professora Eloísa Helena Leme Bronzatto que orientou o trabalho pedagógico. Os finalistas de cada categoria receberam medalhas e troféus. Somente os vencedores ganharam o prêmio eletrônico.

A professora Eloísa Bronzatto comenta que “o projeto consiste em um conjunto de ações de conscientização e sensibilização da comunidade escolar e sociedade sobre os direitos da criança e adolescente no foco contra o trabalho infantil e na proteção ao trabalhador infantil”.

De acordo com a estudante, melhor do que a vitória no concurso de redação é promover ações para acabar com a exploração infantil e dos adolescentes.

“Me envolvi bastante com o projeto desde o inicio do ano. A minha professora [Eloísa Bronzatto] mostrou que a nossa possibilidade de construção do conhecimento pode transformar a sociedade para um caminho melhor e mais humano. Para que isso acontecesse, ela leu muitos textos sobre o trabalho infantil”, diz ela.

Para a coordenadora pedagógica da Emef Álice de Campos Silva’, Isabel Alves Martins, a vitória de Marina Constantino coroa o trabalho de 2016.

“Entre mais de 30 mil inscritos, a nossa aluna conquistou os jurados com seu conto ‘Brincar, estudar e sonhar’, sendo uma escolha difícil para o júri, já que, todos os trabalhos estavam ótimos”.

Eloísa Bronzatto e Isabel Martins explicam que o tema do concurso foi muito debatido em sala de aula, e com isso, Mariana Constantino fez pesquisas fora da sala de aula para dar ainda mais embasamento ao seu conto.

“Pensei na questão com o princípio de que as crianças devem trabalhar somente quando crescerem. Fiquei muito feliz com o resultado final do meu conto”, fala a vencedora.

A professora Eloísa Bronzatto conclui dizendo que “na reta final do ano letivo, colhemos bons frutos e tenho a certeza do dever cumprido. Chega de trabalho infantil”.

Conto

Brincar, Estudar e Sonhar

Autora: Marina Beatriz Constantino

Numa manhã de domingo, Pedro, Miguel e Ana foram a um parque para fazer pic-nic, onde ficaram o dia todo brincando. Eles estavam acompanhados dos pais de Miguel.

Levaram doces e bolos, comidas e refrigerantes, brinquedos e muita disposição.

Eram crianças felizes!

Os amigos estavam no 4º ano e estudavam numa escola da rede municipal.

Todos se divertiam muito, mas, de repente se assustaram quando viram uma menininha, de apenas cinco anos olhando a brincadeira.

Ela tinha uma cesta de balas e perguntou:

-Vocês querem comprar balas?

Ninguém sabia o que dizer. Todos ficaram com pena da criança. Ela aparentava um ar cansado, estava mal vestida e pés descalços.

Comovido Pedro perguntou:

– Onde estão seus pais? O que faz sozinha aqui no parque?

E a menina respondeu:

– Vendo balas para ajudar meus pais. Papai está desempregado e falta comida em casa. Meu irmão mais velho está no semáforo vendendo balas também.

Ana perguntou:

– Durante a semana vocês vão a escola? Onde estudam você e seu irmão?

– Não estudamos – disse a menina. Chegamos em casa cansados porque passamos o dia todo na rua.

Neste momento os três amigos lembraram-se do Projeto PETECA, que estão estudando na escola e puderam entender toda a fala da professora na vida real.

Outras pessoas que estavam no parque também se comoveram com a cena. Um senhor pediu ajuda ao Conselho Tutelar da cidade para resolver aquela situação, sabendo que a criança tem direito a brincar e ir à escola.

O pai de Miguel conversou com a criança e explicou:

– Muitos são os problemas sociais, obrigar uma criança a trabalhar é muito cruel. A sociedade tem que se unir a família para buscar soluções que favoreçam a todos. Somente com união e colaboração, as crianças terão seus direitos garantidos: brincar, estudar e sonhar!.

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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