Sábado , 19 Agosto 2017
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“Iarnuôu”

Foto: Arquivo Pessoal

Impossível não lembrar de Solange Cristina Couto Maia, 37, a Sol do BBB 4 entoando ‘Iarnuôu’, livre adaptação para ‘We Are the World’. “Zero vergonha do passado e 100% de orgulho do presente”, afirma ela.

Morando há dez anos no Rio de Janeiro, Solange Maia realizou o seu maior sonho: estrelar como atriz da TV Globo. Ela foi integrante do programa da emissora, SuperMax, série de terror  que teve como protagonistas Mariana Ximenes e Cleo Pires.

O novo trabalho exigiu dela um grande sacrifício. Ela teve que raspar os cabelos e ficar completamente careca. Porém, devido ao contrato de confiabilidade não pôde comentar como será a sua personagem.

“Não posso falar desse trabalho. Só posso comentar que fiquei sabendo que eles estavam precisando de atrizes carecas e resolvi me candidatar”, conta ela,

Terminada a participação no SuperMax, Solange começa as apresentações da peça Morro da Trincheira, com o texto escrito por ela. A peça será exibida no Net Rio.

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Foto: Arquivo Pessoal

Hoje em dia, quem vê a ex-frentista percebe que muita coisa mudou, começando pelo visual. Com cabelos mais curtos, sem a pinta no nariz e uma pele de pêssego, Solange Maia ainda batalha por sua carreira de atriz e, para isso, faz bicos como recepcionista em eventos.

“Na crise vou ficar de bobeira? Ralo mesmo. Se aparecem trabalhos e os cachês são bons, por que eu recusaria?” questiona.

Doze anos se passaram desde a participação da paulistana no Big Brother Brasil. Nesse tempo, procurou se despedir da Sol, que segundo ela, era muito imatura, e ficou conhecida no reality show pela falta de papas na língua e pelo português pouco afiado que não levava desaforo de nenhum dos brothers.

Solange mudou completamente de vida com sua passagem de três meses pelo jogo. “Depois que saí de lá, apareceram várias oportunidades. Viajava para vários lugares para cantar. E o cachê era bom. Por mais que muitas pessoas falassem: ‘Ai, que mico’, me ajudou muito”.

Na música, ela teve a ideia de se aventurar pelo funk e se tornou a MC Sol. “Pura Tentação” é o CD de funk com onze faixas, que eterniza essa fase na vida de Solange. “Não pegou, mas o pessoal aceitou muito bem, porque fiquei um bom tempo me sustentando assim”, conta.

Atriz

O número de convites para participar de programas de televisão era bom. Com o tempo, ela passou a sentir a necessidade de algo mais: “A vontade de ser atriz veio depois do BBB. Um monte de gente me chamava para participações, mas veio a necessidade de me aperfeiçoar, então comecei a fazer teatro”.

Estudou por oito anos em cursos, workshops, aula de canto e peças. “Nasci para isso. É uma coisa que já está em mim, mesmo com todas as dificuldades que eu tive. Aguentei firme e falei: ‘Vou ler mais, estudar mais e aprender mais’. É mágico poder fazer vários personagens”, relata.

Para o futuro tem muitos planos.  “Quero fazer um personagem em novela, ir para o cinema, mostrar meu potencial, porque eu tenho e sei que eu tenho. Quero conseguir fazer mais peças porque quando atuo, eu mudo completamente. Adoro atuar”, diz.

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“Que em 2017 tenha mais amor e menos ódio”

Preconceito

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Foto: Arquivo Pessoal

Dentre as dificuldades enfrentadas após o programa, Sol destaca que a maior delas foi ver algumas portas se fechando pela imagem estereotipada que a acompanhou.  “Por mais que tenham se passado onze anos, tem muita gente que ainda me olha como na época do BBB. Ainda sofro muito preconceito a respeito de trabalho mesmo”, lamenta.

Nascida na grande São Paulo, Solange foi criada no interior do estado, na cidade de Itapira.  “Muita gente me julgou por não saber português e inglês direito. Agora tenho muita oportunidade, mas eu tive uma vida muito difícil. Meu pai trabalhava na roça, minha mãe era empregada doméstica, todo mundo era muito cru. Antes de julgar, tem que ver o que a pessoa passou”, desabafa.

“Tive que fazer aulas de português e de inglês. Eu não lia bem. Hoje, graças a Deus, leio otimamente”, conclui.

Carreira

Participações no Show do Tom- Record

Programa Márcia Goldsmith – Band

Turma do Didi – Rede Globo

Atualmente, na série policial SuperMax

Teatro: Peça ‘Morro da Trincheira’

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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Um comentário

  1. Tenho maior orgulho do meu primo Flavio Ribeiro. Gente de bem , trabalhador ,honesto…..Gente que faz esse é meu primo.! Parabéns pelo seu trabalho , pelo seu caráter. Grande abraço!

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