Sábado , 18 Novembro 2017
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Inspirar

Inspirar, poder inspirar alguém. Privilégio imensurável!

Dentro da sua vidinha ali, vivida de uma forma simples, sem mistérios, você descobre que pode inspirar alguém.

Alguém de longe.

Diariamente, recebo muitos e-mails de pessoas que se inspiraram em mim, nessa minha aceitação dos meus cabelos brancos. Uma luta minha que virou a luta de muitos.

A primeira coisa que me fez querer ter um canal no youtube foi poder ajudar alguém. E, hoje, me sinto presenteada por Deus, por poder ajudar, incentivar e, de novo, inspirar.

Diante disso, tudo faz valer à pena.

Nunca me imaginei assumindo meus grisalhos tão cedo. Achava que um dia isso poderia acontecer, mas não tão já. Num certo momento, tingir os cabelos já não fazia mais nenhum sentido para mim. Esconder o que todos sabiam, tornou-se uma atitude contraditória. A imposição de uma falsa juventude já começava a me sufocar.

Comecei a perceber que por anos eu fazia aquilo automaticamente. Não por uma escolha minha, mas porque era assim que deveria ser. Cabelo branco? Tinta nele!

De vez em quando, lá estava eu loira.

Depois, ruiva.

Às vezes, morena.

Eu mesma? Ah, essa não poderia aparecer.

Como deixar que as pessoas pensassem que eu poderia ter 10, 20 anos a mais do que eu realmente tinha? Afinal, segundo muitos, os cabelos brancos nos envelhecem! E lá continuava eu, a tingir e tentar esconder essa minha ‘velhice’.

Tão engraçado hoje, quando me vejo assim, totalmente grisalha. Imaginar que nada me faz parecer mais velha do que realmente sou. Eu estou ali, e continuo com a mesma idade de antes.

Ah! Meu desejo de me arrumar, essa coisa gostosa de se achar bonita, também não se foram.

Mas, da mesma forma, é muito engraçado ver quanta segurança e liberdade os grisalhos me trouxeram. Não só em relação aos cabelos, mas em todos os aspectos da minha vida.

Como uma simples decisão de deixar de tingir os cabelos pode fazer tudo isso?

Não é simplesmente não tingir mais os cabelos. É desmascarar-se. É ir contra todos esses padrões impostos sobre a eterna juventude.

É poder dizer que:

“Tá, você tinge o seu, eu não tinjo o meu”.

Pronto, simples assim. Uma questão de escolha. A liberdade de escolher o que quero para mim.

Ao mesmo tempo, quebrar esse pensamento de que certas escolhas têm seus ‘pacotes’, como por exemplo, o pensamento de que assumir os cabelos brancos vai dizer que você não se cuida, é relaxada com a aparência e é velha.

E no dia em que inevitavelmente essa tão evitada ‘velhice’ chegar qual o ‘pacote’ que você carregará com ela?

Mudar a atitude diante dos padrões que você não acredita, faz toda a diferença em nossa vida! Pra sempre.

Sobre Rubia Wakizaka

Rúbia Mara Andrade Felisberto Wakizaka é guaçuana e há três anos mora em Lake Mary [Flórida]. É casada com o empreendedor Fabio Wakizaka e mãe de dois filhos, Ichiro e Kenzo. Fala inglês fluente, é artesã e culinarista. Nos Estados Unidos, trabalha na área digital como bloguer e youtuber, trazendo experiências do setor de craft, abrangendo técnicas de costura, bordado e crochê, por meio do seu canal ‘Faça-Você-Mesmo’.

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2 comentários

  1. Flávia Elaine Diaz

    Falou tudo!! Me inspiro muito em vc!! Te amo!!

  2. Alba Antonia de Andrade Felisberto

    Oi,Rubita!
    Corajosa,segura,linda e feliz!
    Te amo!
    Bjs!

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