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Jogador de handebol se destaca na Hungria, país que tem forte tradição olímpica na modalidade

No currículo, atleta tem títulos pelas categorias de base da seleção brasileira

O guaçuano Rodolfo Malandrin de Oliveira, 23, é jogador profissional de handebol. Há dois meses, ele mora em Gyöngyös [Hungria], onde defende o B. Braun Gyöngyös Kézilabda Klub.

Rodolfo está em Mogi Guaçu para curtir as férias e realizar exames de rotina junto a Aeronáutica, órgão que patrocina sua carreira. “Fico 20 dias. Em 04 de janeiro, me apresento novamente ao clube para retornar aos treinamentos”, diz.

Os títulos mais importantes da carreira são os Campeonatos Pan-Americano Junior e Juvenil e as conquistas do 6º lugar no Mundial Júnior [melhor colocação do Brasil na história do handebol masculino] e o Vice- Campeonato Mundial Universitário.

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‘Prata da Casa’, relembra que sagrar-se campeão dos Jogos Regionais por Mogi Guaçu teve e tem um sabor especial. “Voltei para a cidade depois de três anos jogando fora e conquistamos o título dentro de casa em 2011. Inesquecível”.

Seu contrato profissional com o B. Braun Gyöngyös Kézilabda Klub se encerra em maio de 2016, quando termina a temporada européia. Para o jogador, a experiência e o valor compensam.

“É um contrato normal como em quase todas as equipes da Europa que incluem treinamentos e jogos, comparecer em eventos sociais e dos patrocinadores, além de proporcionar uma ótima qualidade de vida pelo fato da Hungria ser um país barato para se viver”.

Rodolfo Oliveira disputa o campeonato húngaro e explica como são os sistemas de competições do país.

“Existem dois campeonatos nacionais. O primeiro é a Copa Húngara que é um torneio eliminatório, no qual, o vencedor vai avançando até a final. Infelizmente quando cheguei minha equipe estava eliminada. O outro é o Campeonato Húngaro composto por 12 times que jogam entre si em turno e returno. Na sequência, a competição é dividida em dois grupos, sendo que, as seis primeiras colocadas brigam pelo título e as outras seis jogam um novo torneio, onde as duas últimas são rebaixadas para a segunda divisão”.

Conta sobre a mudança, principalmente, a climática. “Estamos entrando no inverno e o frio começa a pegar. A mínima que tivemos neste período foram de – 3º graus negativos. Porém, tem sido uma experiência incrível”.

O jogador saiu do Brasil para realizar um sonho de criança. “Desde quando iniciei no handebol tive como meta atuar por grandes equipes. Na Europa, estão as melhores ligas, torneios e atletas de handebol do mundo. Fazer parte disso é um sonho. Sempre tive o sonho de jogar na Europa, crescer e aperfeiçoar meu handebol e me tornar o melhor jogador que eu possa ser”.

Segundo ele, há ainda os motivos secundários. “A vontade de morar fora do país, conhecer novas culturas e vivenciar coisas diferentes. Então, vi aí uma ótima oportunidade”.

A paixão pelo esporte começou quando tinha oito anos, na escolinha de handebol da prefeitura, na quadra do Ceresc, Vila São Carlos, e quem o incentivou foi a sua primeira treinadora, Luciene Sporta, que era sua vizinha.

“Minha irmã jogava handebol. Em umas férias do colégio, elas me convidaram para jogar por eu ser canhoto e naquela época eu já tinha uma boa altura para minha idade. Aceitei o convite, treinei por alguns dias e confesso que não gostei muito [risos]”.

Conta que “não segui com os treinamentos. Após algum tempo fui assistir a um jogo da minha irmã. Só que antes teria um jogo das crianças e estava faltando um jogador. Minha vizinha me perguntou se eu lembrava como jogava e se queria participar. Decidi ir e durante o jogo fiz meu primeiro gol. E que felicidade [muitos risos]” e complementa “acredito que aí nasceu o amor pelo handebol. Depois disso nunca mais deixei a modalidade e são 13 anos ininterruptos”.

Na Hungria, o jogador não exerce outra função profissional e se dedica em período integral ao esporte.

 

Rio 2016

Todo atleta profissional tem como objetivo defender seu país e a busca desta realização é participar dos Jogos Olímpicos.

“Meu desejo não é diferente, mas acredito que em 2016 seja uma tarefa difícil. A seleção está com o elenco praticamente fechado para esse ciclo olímpico e um ótimo time por sinal. Por hora, é torcer pelo sucesso do Brasil e do nosso handebol nesses Jogos Olímpicos.”

Para o futuro almeja estar na seleção brasileira e disputar os Jogos Olímpicos e o Campeonato Mundial. “É continuar para poder integrar os próximos ciclos”, comenta.

Conquistar títulos em terras européias também é objetivo. “Quero vencer campeonatos europeus. Mas tudo isso em longo prazo. Primeiro as metas curtas como adaptação ao handebol europeu, a realização de uma ótima temporada e me estabilizar no Velho Continente”.

 

Patrocínio

Há dois anos, Rodolfo Malandrin de Oliveira faz parte de um Projeto da Força Aérea Brasileira [Aeronáutica] do Ministério da Defesa que integra atletas nas forças armadas. “Fui incorporado como 3º Sargento na Força Aérea. Até hoje, tem sido uma ótima parceria porque o órgão dá todo o suporte para seus atletas, algo muito louvável nesse tempo de crise que vive o esporte no cenário nacional”.

 

Família e Esporte

Os pais do atleta, José Donizete de Oliveira e Izabel Virgínia Malandrin de Oliveira são as peças mais importantes na carreira. “Meus pais são a parte fundamental para que eu obtivesse algum sucesso e conquistas dentro do handebol. Minha família, incluindo meus irmãos, nunca se opôs a nada em relação ao esporte. Muito pelo contrário. Deram-me todo o apoio e suporte”.

Com 15 anos, Rodolfo saiu de casa para seguir o sonho do handebol. “Imagina como é difícil para os pais, um adolescente deixar a casa e ir morar sozinho em outra cidade. Eles fizeram tudo acontecer. Acreditaram em mim e o mais importante: confiaram em mim”.

O cansaço e a saudade fizeram o guaçuano pensar em desistir. “Quando isso aconteceu, meus pais me incentivaram, aconselharam e o mais importante é que me apoiaram nas decisões”.

A família se uniu em prol de um objetivo e colaboraram com Rodolfo em tudo. “Ajudaram-me financeiramente e meus irmãos me buscavam e levavam para as rodoviárias e cidades de todo o canto, além de acompanharem os jogos quando podiam. Enfim, acredito que tive a melhor base que seria possível para que eu seguisse dentro do esporte”

Segundo ele, sem a família nada teria acontecido. “Devo muito a eles. Até hoje com um oceano de distância, me mandam mensagens ou ligam para perguntar como foi o jogo, como joguei e tudo mais. E isso faz uma diferença enorme”.

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Mundo

Entre um treino e outro, o jogador aproveita para conhecer as cidades da Hungria. “Treino duas vezes ao dia. Uma pela manhã e logo em seguida toda a equipe almoça junta. Depois vamos a algum lugar tomar um café e bater-papo. Após, temos outro treino à tarde. À noite, estou estudando para melhorar meu inglês e aprendendo um pouco de húngaro”.

Quase todos os finais de semana há jogos pelo Campeonato Húngaro e quando tem um dia livre, ele descansa.

“Amo viajar, fotografar e conhecer novos lugares. Quero conhecer a Europa. Também gosto muito de ler e assistir seriados e filmes e costumo sair com os amigos”.

 

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Seleção Brasileira

Malandrin de Oliveira atua pela seleção brasileira de handebol há sete anos e tem no currículo as seguintes competições:

2008 – Pan-Americano de Handebol – Categoria Cadete

2009 – Mundial de Handebol – Categoria Juvenil

2010 – Pan-Americano de Handebol e Jogos Olímpicos da Juventude – Categoria Juvenil

2011 – Pan-Americano de Handebol e Campeonato Mundial – Categoria Juvenil

2013 – Pan-Americano de Handebol e Campeonato Mundial – Categoria Junior

2014 – Seleção Universitária e Campeonato Mundial – Categoria Adulta

2015- Universíades [Jogos Olímpicos Universitários] e Jogos Olímpicos Militares – Categoria Adulta

 

Títulos

Campeão dos Jogos Regionais por Mogi Guaçu

Campeonato Paulista – Categorias Juvenil e Junior

Campeão Brasileiro Juvenil

Campeão dos Jogos Abertos do Interior

Campeão Carioca

Campeão Brasileiro Universitário

Bi-Campeão da Copa do Brasil

Campeão Pan-Americano Junior

Campeão Pan-Americano Juvenil

Sexto colocado no Mundial Júnior [melhor colocação do Brasil na história do handebol masculino]

Vice-Campeão Mundial Universitário

 

Clubes

Mogi Guaçu

Nova Odessa

Pinheiros

São Caetano

São José dos Campos

Vasco

Gyöngyös Klub [Hungria]

 

Gol Olímpico

Nome: Rodolfo Malandrin de Oliveira

Data de nascimento: 13/07/1992

Idade: 23 anos

Peso: 91 kg

Altura: 1,88 m

Posição: Lateral Direito

Estado Civil: Solteiro

Grau de formação: Superior Incompleto

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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