Quarta-feira , 18 Outubro 2017
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M de Mulher

Foto: Carlos Almeida

No dia que antecede a comemoração do Dia Internacional da Mulher, me dedico a falar delas, ou melhor, sobre nós. Mãe, mulher, esposa, filha, amiga, dona de casa, mulher de negócios, professoras, faxineiras…

São muitos os papéis que desempenhamos e às vezes ao mesmo tempo. Cuidar da casa, dos filhos, das lições de casa, do marido, do trabalho e ainda estar bonita; as tarefas também não são poucas.

Se você conversar com qualquer mulher verá que a grande maioria reclama da falta de tempo para si. O que é compreensivo se pensarmos nas inúmeras coisas e fazeres que nos rodeiam no dia a dia.

A busca pelo corpo perfeito, o cabelo aveludado e as tendências da moda, são padrões que já nos são impostos muito cedo, antes mesmo de sermos ‘mulheres de verdade’. Então, passamos a frequentar mais salões de beleza, academias e compramos revistas de moda. E coordenamos tudo isso com faculdade e estágios. A fase passa e começamos a busca por empregos.

O trabalho chega e a gente começa a acumular mais tarefas: ser uma ótima profissional, fazer pós-graduação, aperfeiçoar o inglês, ter uma promoção no trabalho, cuidar do namorado. Tudo isso sem esquecer das questões anteriores: beleza, moda e corpo. Enfim, conseguimos passar por tudo isso. Aí vem o casamento e com ele mais acúmulos de funções: casa, supermercado, faxina, marido, gerenciar o trabalho [porque nessa fase, já fomos promovidas], e é claro, somar todas as coisas descritas antes.

Os filhos chegam e com eles a culpa. Culpa por ter que voltar a trabalhar e deixá-los ou culpa por ter deixado o emprego. Culpa de atrasar para chegar em casa e poder ir a academia ou culpa por descuidar do corpo depois da gravidez. Culpa por pedir para as avós um socorro para poder sair com o marido ou culpa por deixar o marido de lado. Descobri, antes de ter filhos, que basicamente ser mãe é ter culpa.

Trabalho 90% do meu dia com elas e tento achar uma que seja diferente. Não tem. Somos todas iguais! É claro que umas têm mais hormônios que outras, menos culpa do que a outra, mais mau humor do que a outra. Mas no fundo, somos as mesmas, somos mulheres.

Se olharmos para trás poderemos ver que já evoluímos bastante, porém, temos muito ainda que evoluir.

Assim caminha a vida da mulher. Cheia de tarefas a cumprir e sempre buscando algo a mais. Dedicando-se a tudo e a todos. Culpando-se desnecessariamente. Mas sempre muito feliz!

Feliz Dia Internacional das Mulheres! Até segunda!

Sobre Fabi Matos

Fabiana Nunes de Matos Bueno é graduada em Educação Física e trabalha como personal trainner ministrando aulas de pilates e funcional em seu estúdio.

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