Quarta-feira , 22 Novembro 2017
Últimas Publicações
Home / Variedades / Esporte / Mogimiriano ensina futebol nos EUA

Mogimiriano ensina futebol nos EUA

Foto: Arquivo Pessoal

Letícia Guimarães

 

A tradicional paixão do brasileiro pelo futebol atravessou o continente americano e chegou aos Estados Unidos, mais precisamente em San Diego, na Califórnia. É nesta cidade, banhada pelo Oceano Pacífico, em que o mogimiriano Gerson Villela, mais conhecido como Beto, mora há 17 anos e treina times de futebol há 13.

“Me mudei com a intenção de morar aqui (San Diego) por um longo tempo, e o plano incluía trabalhar e estudar”, conta. A incursão pela terra do Tio Sam foi ideia de duas amigas dele que já moravam no país e o incentivaram a viajar para lá, sempre contando sobre como havia mais qualidade de vida, segurança e oportunidades do que no Brasil.

Hoje, Beto Villela já está mais do que adaptado em San Diego, mas no início, foi difícil, como ele mesmo relata. “No meu caso foi pior, pois não me preparei adequadamente. Entrei no avião e 12 horas depois o clima era diferente, pessoas de biotipo deferente, idioma, cultura e costumes diferentes”.

Foi vivendo o dia-a-dia que Villela se integrou à comunidade local, inicialmente trabalhando como jornaleiro no primeiro mês em San Diego; em seguida, como entregador de comida chinesa, catering (uma espécie de serviço de buffet), e em telemarketing.

“Meu primeiro trabalho na área de Educação Física e Professor de Futebol foi 3 anos depois”, relata.

 

Futebol na veia

Apesar de, no início, ter trabalhado em outras áreas em San Diego, a vida de Beto Villela sempre esteve ligada ao futebol. Ele iniciou sua carreira esportiva ainda criança, no ano de 1986, no Mogi Mirim Esporte Clube, passando pelo Lemense, da cidade de Leme, interior de são Paulo, de 1989 a 1990 e, já nos Estados Unidos, em 2004, jogou pelo United States National Futsal.

foto_belovilela
Foto: Arquivo Pessoal

Nem durante o hiato sem atuar dentro de campo, antes de se mudar para San Diego, Villela deixou o futebol de lado. Fora das quatro linhas, ele trabalhava em emissoras de rádio de Mogi Mirim e no canal de televisão local (SEC-TV), como apresentador e comentarista esportivo.

“Aqui (San Diego) nunca quis continuar na profissão (na mídia). Queria ser técnico de Futebol. Hoje trabalho como professor de Futebol e personal trainer”, explica.

Ele, que começou a carreira esportiva internacional jogando futebol pela faculdade em que estudava nos Estados Unidos, agora é técnico de três times, um de garotas de 15 a 18 anos na Horizon Prep Christian School, e dois masculinos (sub 14 e sub 10) no San Diego Surf Soccer Club.

 

Saudades de Mogi Mirim

Mesmo com toda a tecnologia disponível para aproximar pessoas que estão distante, a saudade de casa ainda bate no coração de Villela.

“Falo quase todos os dias com a família via facetime, mas no vídeo não dá para abraçar, sentir o cheiro. Dos amigos tenho muita saudades, e do rádio também” conta.

Em todo esse tempo morando fora, houve um período longo sem visitar a família. “Sempre passei minha ferias no Brasil, mas Teve uma época que eu fiquei quatro anos sem ir ao Brasil. Foi muito ruim”, lamenta.

Hoje, com uma filha de 4 anos e um filho de 2, Villela vem para Mogi Mirim todos os anos, e faz planos para um futuro mais perto de casa; “estamos estudando a possibilidade de morar em Mogi por um tempo. Quero muito que meus filhos cresçam perto da minha mãe”.

Para ele, morar fora do país é um exercício de amadurecimento e uma experiência de vida enriquecedora, “o mais dolorido é a saudade da família, essa é a maior dificuldade a dor constante”.

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

Confira Também

Elenco do Atlético Guaçuano de 1992

Geração esquecida: Atlético Guaçuano luta para não ‘desaparecer’ da história

Agonizante, descartado e, hoje, tornou-se apenas uma vaga lembrança do que foi no passado. É ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *