Sexta-feira , 20 Outubro 2017
Últimas Publicações
Home / Variedades / Esporte / Morre ex-jogador Clóvis de Almeida

Morre ex-jogador Clóvis de Almeida

Equipe do Flamengo de 1952

O futebol brasileiro lamenta a morte de um grande jogador, o meia-esquerda Clovis Franco de Almeida, 89, que fez história com a camisa alvinegra do Flamengo, quando conquistou o Campeonato Brasileiro de 1952, ao lado do meia-atacante Zagallo. Ele morreu em sua casa na última quarta-feira, 02 de agosto, às 15h, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O ex-jogador lutava contra um câncer de face [Carcinoma Espino Celular].

Em times, também jogou no Jabaquara Atlético Clube de Santos tendo como parceiro de equipe o ex-goleiro Gilmar, que foi Campeão do Mundo com o Brasil em 1958.

“Papai era um jogador muito veloz que colocava a bola onde queria. Pelo menos é o que falam os guaçuanos que jogaram ou conviveram com ele como: Bibi Falsetti, Nezinho, Helinho Lealdini, Babá Caveanha, Tomé e outros. Sempre ouvi comentários das proezas dele. O ex-prefeito Helio Miachon Bueno diz que era delicioso vê-lo jogar”, conta a filha caçula, Clara Alice Franco de Almeida Carvalho.

Ela esclarece que no ano de 1952, o único campeonato em disputa era o Rio x São Paulo. “No entanto, após a unificação das disputas regionais pela CBF [Confederação Brasileira de Futebol], o Flamengo herdou o título”.

Clovis de Almeida cursou até o ensino fundamental, que ficou incompleto, porque ele optou em ser jogador profissional.  Iniciou a carreira em 1948. Depois de casar-se com Maria Therezinha Boretti de Almeida, foi trabalhar na Ferrovia Noroeste e jogava pelo Esporte Clube Noroeste, pois a renda financeira com o futebol naquele tempo não era suficiente para sustentar a família.

De acordo com Clara, a paixão dele pelo futebol começou como a de todo moleque do interior. “Quem ganhava uma bola de capotão, tinha que disponibilizar para os amigos”.

A filha conta que o pai estudou em Itapira, local que conheceu a mulher. A escola ‘Elvira Santos de Oliveira’ era mantida pela Sociedade Italiana e possuía infraestrutura para esporte. Lá, o guaçuano desenvolveu suas habilidades e qualidades no futebol e, na sequência, jogou pela seleção de Itapira e Diocesano de Campinas.

“Fato interessante que mamãe contava era que o pai do Pelé morava em Bauru na mesma época deles e jogava no time adversário do Noroeste. Quando papai ia trabalhar passava na frente da casa deles e o Pelé mexia muito com papai, por ser seu adversário”.

Outro fato interessante lembrado pela filha foi “que num jogo do Bahia, a Miss Brasil Marta Rocha deu o chute inicial do jogo ao lado dele. Ela deu um corte de linho branco para o papai fazer um terno e, até hoje, temos a calça”.

Encerrando a carreira, Clovis de Almeida voltou para Mogi Guaçu em 1955, e foi morar no sítio de seu pai Sebastiao Franco de Almeida, trabalhando como agricultor, mas sempre estava na cidade jogando no Atlético Guaçuano e no Cerâmica Clube. Também chegou a ser técnico do Grêmio Guaçuano por um período da década de 1960.

“Nos últimos anos de vida, após parar definitivamente com o futebol, virou homem do campo. Ele amava o sítio que os meus avós deixaram para ele. Assim sustentou toda a família como lavrador. Realmente, um homem do campo”.

Família

Clovis Franco de Almeida nasceu em 03 de outubro de 1927. Casou-se com Maria Therezinha Boretti de Almeida em 10 de março de 1948. Sua esposa faleceu no ano passado no dia 04 de outubro.

Com ela, o ex-jogador teve os filhos Clóvis, Cleusa e Clara, que de suas uniões conjugais deram ao casal os netos Marcelo, Flavia, Bruno, Mariana, Maria Tereza, Tais e Marília. Do casamento dos netos nasceram os 11 bisnetos, sendo eles: Isabela; Maria Carolina e Olivia; Arthur e Murilo, João Victor e Maria Clara; Luca; Luísa; Gabriel e Rafael.

Demais equipes que atuou

1941 – Colégio Diocesano [Campinas];

1945 – Clube Atlético Guaçuano [Mogi Guaçu];

1948 – Esporte Clube Noroeste [Bauru];

1950 – Jabaquara Atlético Clube [Santos];

1952 – Clube Regatas do Flamengo [Rio de Janeiro];

1954 – Esporte Clube Bahia [Salvador].

 

 

 

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

Confira Também

Foto: Otávio Bueno

Apae necessita de ajuda urgente para repor alimentação de alunos

A Apae [Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais] – Mogi Guaçu, que atende 280 ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *