Quarta-feira , 22 Novembro 2017
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Nem tudo que reluz é ouro

Foto: Lucas Góis

O centro da vida deles é a academia. Alguns até sacrificam as relações pessoais em nome de uma corrida interminável na busca de um músculo mais volumoso. E nunca se contentam com o que têm. Os mais afoitos recorrem ao mercado ilegal, acessível na internet, para obter anabolizantes ou injeções de hormônio do crescimento.

No final, o corpo reage ao castigo: músculos hipertrofiados até o limite, retorno da acne, ginecomastia [crescimento irregular das mamas], sudorese excessiva, alterações bruscas de temperamento e, nos casos mais graves, complicações hepáticas e disfunção erétil, entre outros males.

“A obsessão com a imagem corporal transformou-se num dos traços característicos das sociedades desenvolvidas, onde um físico esbelto e musculoso é associado ao sucesso e à atração sexual”, comenta Luciana de Oliveira Bueno, graduada em Educação Física Plena, Pós-Graduada em Fisiologia do Exercício, com Formação em Pilates Metacorpus e Especializada em Administração e Gestão em Academia.

Ela diz que como qualidade de vida para o ser humano, a atividade física é uma prática essencial e cita que a OMS [Organização Mundial de Saúde] recomenda 40 minutos de exercícios de três a cinco vezes por semana.

“A nova pirâmide alimentar tem em sua base a atividade física e água. O professor de Educação Física é agora reconhecido como profissional da saúde. Estes reconhecimentos, da atividade física, mostram a grande colaboração para a saúde de cada ser humano”.

Luciana fala que “para conseguir melhorar a qualidade de vida, é indispensável que cada pessoa escolha uma atividade física que goste muito e traga satisfação em praticá-la e que seja acompanhada por um profissional da área”.

Endeusamento

Na sociedade contemporânea há uma intensificação crescente dos indivíduos com o culto ao corpo, a imagem e a estética. Entendida como consumo cultural, a prática deste culto é uma preocupação geral, que atinge todas as classes sociais e faixas etárias, que ora lança mão da questão estética, ora da precaução com a saúde.

“Acompanhando as salas de musculação  à tempo, constato que à maioria das pessoas buscam a estética. Algumas iniciam com objetivos de saúde, mas com o tempo passam para a estética. Minha orientação é que a saúde e a estética são consequências naturais da atividade física, por isso, não há por que preocupar-se excessivamente com a estética”.

Exposição do corpo humano

O cinema de Hollywood criou novos padrões de aparência e beleza, difundindo os valores da cultura de consumo e projetando imagens de estilos de vida glamourosos para o mundo inteiro. Da mesma forma,  a televisão veicula imagens de corpos perfeitos por meio dos mais variados formatos de programas, peças publicitárias, novelas e filmes.

“A imagem da eterna juventude, associada ao corpo perfeito e ideal, atravessa toda a sociedade em geral, compondo de maneiras diferentes diversos estilos de vida”.

Então, a dica é encontrar sempre o equilíbrio e o bom senso com a exposição do corpo?

“Cabe a nós profissionais mostrar para as pessoas suas capacidades e as conscientizar em manter sua saúde perfeita e seu potencial de crescimento e desenvolvimento físico. Pois distúrbios de alto imagem necessitam ser acompanhados por médicos e psicólogos”.

Produtos

O consumismo gerado pela mídia foca adolescentes como alvos para as vendas, desenvolvendo modelos de roupas estereotipados, a indústria de cosméticos lançando a cada dia novos cremes e géis redutores para eliminar as ‘formas indesejáveis’ e a indústria farmacêutica faturando alto com medicamentos que inibem o apetite.

“Todos estes produtos movimentam milhões de dólares no mundo a cada ano. Compete aos profissionais de cada área, médicos e nutricionistas, com por exemplo, orientar o consumidor final”.

E com tudo isso, ainda há pessoas com o corpo perfeitamente em conformidade com o ideal de beleza atual, que assombram-se com a angústia de questionarem-se a si mesmas se foi o suficiente para serem aceitos pelos outros.

“Não existem fórmulas milagrosas e nem produtos que tragam resultados por um passe de mágica. Existe sim, o empenho para superar todos os obstáculos encontrados e chegar ao seu objetivo: um corpo esbelto e saudável”.

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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