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Networking: Como funciona?

Os empresários Eduardo Castedo, Amanda Martinelli, Augusto Manzato e Paulo Martini que utilizam o networking por referência com metodologia, regras e metas pré-estabelecidas

Segundo o dicionário Houaiss, empreender é um verbo transitivo direto e tem como definições de significado: 1) decidir e realizar [tarefa difícil e trabalhosa]; 2) tentar; 3) por em execução. Para profissionais que dedicam-se a trabalhar com o tema, é preciso ir além e o networking é essencial dentro deste mercado econômico.

“Networking é conhecer muito bem um profissional e seu trabalho, de tal maneira que consigo referenciá-lo corretamente à conhecidos e clientes que precisam daquele serviço”, fala o arquiteto Augusto Mateus de Oliveira Manzato, 30, sócio proprietário do Noh Arquitetura.

Ele é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Puccamp [Pontifícia Universidade Católica de Campinas, pós graduado em Arquitetura na Cidade Contemporânea pela FAU Mackenzie [São Paulo] e com curso de design e showroom pelo IED Milão [Istituto Europeo di Design], Itália.

Hoje em dia a concorrência é imensa em todos os segmentos e até um pouco desleal. Quando você cerca-se de parceiros de negócios que tenham empresas fortes e sérias fica mais fácil indicar e ser indicado por seus contatos profissionais.

“Para mim, networking é o ‘pulo do gato’ porque você acaba ganhando uma equipe comercial fora da sua empresa”, fala a empresária Amanda Martinelli, 31, que é formada em Jornalismo pela Puccamp e trabalha na empresa da família, a Nova Guaçu Madeiras.

Conseguir novos clientes e fechar negócios está cada vez mais difícil, demorado e custoso, em decorrência da crise do Brasil. E para enfrentar este obstáculo, o networking tornou-se uma ótima alternativa para atrair novos contatos.

“O networking aproxima-nos de clientes em potencial, reduzindo os prazos, os custos e aumentando a quantidade de negócios fechados mês a mês”, diz o empresário Eduardo Suarez Castedo, 42, graduado em Engenharia Elétrica – com ênfase em computadores – pela FEI [Faculdade de Engenharia Industrial] e MBA [Master in Business Administration] em Gestão de Negócios pela FGV [Fundação Getúlio Vargas] e proprietário da Escnet, uma empresa integradora de soluções na área de segurança.

 “Generosidade gera generosidade …
… porque o networking nada mais é que doar-se para o bem do próximo e de seus negócios”, diz o empresário Paulo Henrique Bueno Martini, 47, formado em Administração de Empresas pela Unisa [Universidade de Santo Amaro], com Pós-Graduação e MBA [Master Business Administration] em Gestão de Marketing e Vendas pela Uniderp [Universidade Anhanguera], que é sócio proprietário da Villa Revestimentos.

Relacionamentos
Augusto Manzato, Amanda Martinelli, Eduardo Castedo e Paulo Martini são membros de uma comunidade de networking que incluem empresários da Baixa Mogiana.

“Somos o único grupo da região e pretendemos mudar a forma de fazer negócios. É uma rede na qual formamos o nosso círculo profissional”.

Eles utilizam o networking por referência, mas com metodologia, regras e metas pré-estabelecidas. “Participamos de reuniões semanais e reuniões in loco para conhecer os negócios e produtos dos outros membros”.

“Solicitamos referências, somos atendidos e referenciamos nossos membros, os quais confiamos nossas indicações”

Referenciar não quer dizer que o negócio irá acontecer de fato. O profissional precisa mostrar seu trabalho, seu diferencial, ou seja, o por que foi referenciado e captar o cliente. “Quando a referência vem de uma pessoa de confiança, ela tem mais chance da contratação ou compra acontecer, porque o empresário concorre em locais que antes eram de difícil acesso”.

Quando se é referenciado e o trabalho feito é excelente, todos ganham. “Querer ser o melhor e buscar atender o cliente da melhor forma é a chave do networking, assim como, manter os seus contatos ‘vivos’, ter bons relacionamentos sociais e profissionais, fazer novas amizades e cultivar as antigas, é fundamental”.

Ação
Na prática, o networking entre estes empresários funciona com apresentações regulares de cada empresa, para que um possa conhecer mais a empresa do outro. “Quanto mais conhecemos os nossos parceiros de negócios, mais conseguimos referenciá-los”.

Segundo eles, para que o networking aconteça é necessário que um esteja sempre em busca de ajudar o outro. “Temos o termo ‘Givers Gain’, que significa: dar para receber”.

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Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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