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Networking: Onde acontece?

Mariana Guarnieri menciona que o coworking permite a diversidade de profissões, de serviços e de ideologias

Em um ambiente profissional, é comum encontrar diversas opiniões quando o assunto é networking. E isso pode variar bastante, de acordo com as profissões. Sabemos que para vendedores, ter uma rede de contatos é fundamental. Consultores também não dispensam o networking, pois precisam dele para gerar novos negócios.

Porém, para obter benefícios com essa estratégia, é importante ficar atento à alguns detalhes na hora de fortalecer a sua rede e é neste ponto que o coworking faz a diferença.

Coworking é viver em comunidade, sair da bolha cotidiana e poder ter contato com pessoas de outras áreas de formação. Além de podermos criar laços e impulsionar nossa profissão, o coworking pode ser uma forma de colaboração humana, de expansão de conhecimento e networking.

Diferente de uma empresa convencional onde todos representam uma única instituição, o coworking permite a diversidade de profissões, de serviços e de ideologias.

“Assim, facilita ocorrerem as trocas de serviços dentro do próprio ambiente de trabalho. Eu digo que no coworking nós crescemos juntos”, comenta a empreendedora Mariana de Oliveira Guarnieri, 28, que é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-MG [Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais].

Desde 2015, a jovem mogimiriana possui seu próprio escritório, mas visionária, em agosto de 2016, abriu a empresa Modulo Office, em Mogi Mirim, por entender a necessidade que seu escritório, assim como outras pequenas empresas, de possuir um local mais profissional para atender clientes e fornecedores.

“Hoje em dia, mantenho o escritório paralelo com a gestão de comunidade do coworking Modulo Office. Amo ser arquiteta e o coworking veio para agregar ainda mais conhecimento e networking para minha profissão”.

Coworking
O coworking surgiu em 2005 nos Estados Unidos. A partir disto, foi disseminado na América e depois na Europa. Existem grandes nomes do coworking mundial, como por exemplo, o WeWork, que possui sedes em diversos países e tornou-se uma ‘filosofia’ de vida em coworking.

“A expansão era evidente. Um local onde todos podem trabalhar em harmonia, desenvolverem seus projetos particulares em conjunto e ter um custo benefício melhor do que ficar fechado em uma sala particular”.

Até as grandes empresas nacionais perceberam que ficar fechadas em seus estabelecimentos empacavam a sua criatividade e expansão. Há casos de grandes empresas que alugam espaços de coworking para seus funcionários, principalmente em São Paulo, onde é comum um dia da semana os mesmos fazerem home office, para que ao invés de ficarem confinados, eles possam ter contatos com outras pessoas e produzirem melhor.

“Afinal, somos seres humanos e precisamos de uma conversa com um cafezinho aqui e ali, para podermos relaxar e trabalharmos melhor”.

Já na região da Baixa Mogiana, ao contrário dos grandes centros econômicos, ainda está presa ao pensamento individualista de que ‘existe’ a necessidade de possuir uma sala exclusiva para apenas aquele profissional.

Mariana Guarnieri explica que muitos não entendem que dividir o espaço é algo bom para o próprio negócio. “Eles perguntam-se como vão atender os seus clientes”.

No Modulo Office não há salas particulares, apenas uma grande sala onde todos trabalham lado a lado. Segundo ela, quem testa a possibilidade de trabalhar em um coworking percebe que foi a melhor troca que fizeram.

“Temos duas salas de reunião e um sistema de gestão no qual o coworker pode agendar suas reuniões pelo próprio celular, permitindo que o coworker possa montar sua agenda de atendimentos e aumentar seu rendimento profissional”.

Da mesma forma, que o networking é uma relação de ganha-ganha, no coworking não é diferente entre as empresas que compartilham do mesmo espaço de trabalho.

“Temos diversas situações onde houve trocas de serviços entre os profissionais que encontram-se no Modulo Office trabalhando. Por isso que a diversidade dentro do coworking é tão necessária e preservada”.

Quando começa-se a frequentar um coworking, o indivíduo passa a ser um rosto familiar para os que trabalham no local. Para a proprietária, o seu principal papel lá dentro é conhecer o que todos fazem e quais são suas necessidades atuais, pois assim, pode apresentar ou sugerir alguém que possa ajudá-los de alguma forma.

“A frase ‘só é lembrado quem é visto’ é uma das situações que representa a criação do coworking, pois trabalhando em home office não há como fazer networking com pessoas diversas”.

“No coworking crescemos juntos, não apenas no trabalho, mas também como seres humanos pensantes”

Mensalidade
O custo para se trabalhar em um coworking é fixo por mês com tudo que o local oferece incluso e, desta forma, o coworker não tem surpresas inconvenientes no final do mês com internet, telefone, energia, água, café, limpeza, aluguel e IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano].

“Dispomos de diversos tipos de planos no qual o empreendedor tem a facilidade de escolher quantas horas irá utilizar durante o mês. Nossos planos variam de R$ 80,00 podendo chegar ao ilimitado de R$ 600,00”.

No momento, há 11 empresas, sendo por volta de 14 coworkers que utilizam o espaço do Modulo Office. O horário de trabalho é de segunda a sexta-feira das 9h às 18h.

“Mas os coworkers tem a total de liberdade de horário, já que, é registrado no sistema as horas utilizadas por eles”.

Na prática, cada dia é uma novidade dentro do Modulo Office, alternando dias em que fica lotado com outros em que apenas duas pessoas utilizam o espaço.

“Nosso lema é ter um local com praticidade, flexibilidade e econômico. Então, nossos coworkers não sentem que precisam ficar presos dentro do escritório fazendo com que as horas trabalhadas variem. A média de uso mensal é em torno de 50h por coworker”.

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Família e amigos fazem parte do nosso dia a dia. E no Modulo Office, os coworkers tentam sempre reunirem-se uma vez por mês em happy hours internos para que os integrantes possam se conhecerem melhor e a família também é bem-vinda nos eventos. “Os amigos aparecem no dia a dia para tomar um café, comer um bolinho delicioso e jogar uma conversa fora. Esses pequenos eventos cotidianos fazem com que cresça os laços de amizade entre os coworkers”.

Para exemplificar, Mariana Guarnieri referência a coach Kelly Silva, que além de ser uma excelente profissional, foi uma das primeiras a acreditar no Modulo Office.

Também referência o fotógrafo Carlos Almeida que é um dos profissionais mais requisitados da região, que tornou-se coworker para dar mais flexibilidade para sua vida corrida. “Além de encontrar mais tempo para envolver-se em novos projetos, ele pôde diminuir seus custos em relação ao local de trabalho”.

Mais que um espaço de trabalho, o coworking é um local de conhecimento e networking por meio de workshops diversos ministrados por profissionais de diferentes áreas.

“Não podemos aceitar que o coworking é apenas um lugar de trabalho. Ele é muito mais do que isso. É um local de novidade, de conversa e de amizade”.

 

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Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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