Quinta-feira , 14 Dezembro 2017
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Novo satélite do Brasil

Foto: Arquivo Pessoal

Em março de 2017, será lançado o novo satélite brasileiro conhecido como SGDC [Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas], uma parceria entre os Governos do Brasil e da França. Após o lançamento, o Ministério da Defesa do Brasil e a Telebrás [Telecomunicações Brasileiras S.A] serão responsáveis pelas operações do satélite.

Na equipe do projeto está o guaçuano Luis Felipe de Moura Nohra, Major Nohra, 41, que é Oficial Aviador da FAB [Força Aérea Brasileira], que morou por dois anos em Mandelieu la Napoule [França], para trabalhar na área de Análise de Órbita do SGDC. Em setembro passado, Felipe Nohra foi transferido para Brasília [DF] para dar continuidade ao projeto de absorção de tecnologia do satélite.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

“Sou o responsável por manter o satélite na posição correta no espaço, garantir o seu emprego, bem como monitorar outros satélites e objetos na órbita da Terra que representem quaisquer perigos de colisão. Para manter o satélite em segurança, são calculadas, diariamente, manobras para correção de órbita e desvio de objetos”, conta.

Formado pela Academia da Força Aérea [Pirassununga], em 1999, aprendeu a voar com aeronaves militares. “Após, fui designado para o curso de Piloto de Ataque em Natal – RN. No ano seguinte, fui transferido para Salvador – BA, no litoral nordestino, onde tive a felicidade de trabalhar na localização e coordenação do salvamento de pescadores náufragos”, relata ele.

Em 2007, mudou-se para São José dos Campos para fazer o curso de Especialização e Mestrado em Ciências no ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica] na área de Guerra Eletrônica, onde permaneceu até 2010.

 

França

Cerca de 32 engenheiros foram enviados para a França para participar da confecção do projeto e construção do satélite. Os profissionais foram divididos e inseridos nas equipes francesas no Programa de Absorção de Tecnologia, visando o domínio das tecnologias de construção e operação de satélites de comunicação.

Ao final do programa francês, Major Nohra e aproximadamente outros 15 engenheiros da Telebrás e do Ministério da Defesa foram transferidos para a capital federal, para controlar o satélite.

“Inicialmente, acompanhamos a implantação da antena parabólica de comando e controle do satélite e, atualmente, estamos implantando a sala de operações e controle do satélite”, diz o guaçuano.

Na sala de operações, Felipe Nohra desempenha a função de chefe da engenharia de satélites, compondo a equipe que monitora a saúde do objeto e antecipa a ocorrência de qualquer falha.

“A maior satisfação é trabalhar com uma equipe de militares e civis, empenhada em distribuir internet de alto desempenho a um baixo custo para regiões distantes dos grandes centros e garantir a soberania das comunicações estratégicas do Estado Brasileiro”, comenta o Major.

 

Projeto

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas tem como finalidades atender as seguintes demandas:

• de comunicações estratégicas do Ministério da Defesa, hoje dependente da Embratel/StarOne [empresa de capital estrangeiro];

• os municípios distantes do backbone da fibra ótica, completando assim 100% do território nacional, dentro do PNBL [Plano Nacional de Banda Larga];

• às redes de governo, principalmente as atinentes aos Ministérios das Comunicações e Educação como Serpro [Serviço Federal de Processamento de Dados], Funasa [Fundação Nacional de Saúde], Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], Funai [Fundação Nacional do Índio], bancos e demais órgãos estaduais e municipais;

Para isso, foi criado o Cope [Centro de Operações Espaciais – Principal], uma organização militar, com membros das três Forças – Armadas, Exército e Marinha -, e sob a responsabilidade do Comando da Aeronáutica.

Um importante requisito de segurança do satélite é o domínio total da tecnologia de Comando e Controle dele por uma equipe brasileira.

“O sistema SGDC é composto de um satélite, que atenderá ao uso dual – militar e civil -, operado por duas estações de solo para controle, gerenciamento e monitoramento da operação do satélite e dos serviços embarcados, sendo um Centro de Operações Espaciais – Principal em Brasília e um secundário no Rio de Janeiro”, explica Felipe Nohra.

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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