Quarta-feira , 22 Novembro 2017
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Para que deixar para amanhã?

Na minha primeira coluna de 2016 escrevi sobre as promessas de Ano Novo, o hábito que temos em fazer promessas quando o ano se inicia. Na última coluna do ano sugeri que ao invés de fazer planos ou listas de boas intenções, você mude suas atitudes. Afinal de contas, a mudança está sempre dentro de nós mesmos. Basta querer.

Para a primeira coluna de 2017, escolho falar sobre procrastinação. Procrastinar é o ato de adiar algo ou prolongar uma situação para ser resolvida depois. O verbo procrastinar é utilizado no sentido de ‘negligenciamento’ de atividades. O ser humano tem como hábito procrastinar. Você sabe por que temos esse hábito?

Uma das respostas que encontrei foi: a natureza da tarefa. Não procrastinamos uma festa, um mergulho na piscina, uma cerveja com os amigos. Deixamos para mais tarde um relatório, uma arrumação no guarda roupa, a criação de um artigo. Tarefas que propiciam prazer rápido são mais fáceis de serem cumpridas.

Durante anos, o homem viveu sem planejamento. O objetivo de vida era caçar quando estivesse com fome. Para isso não necessitava de muito planejamento e também não podia deixar para mais tarde algo tão vital.

Com o passar dos tempos e da Revolução Industrial a vida mudou, mas a rotina não era tão pesada como é hoje em dia. O dia a dia dos seres humanos se dividia em três partes: oito horas de sono, oito horas de trabalho e oito horas de lazer. Relativamente fácil coordenar tudo isso.

Mas os tempos são outros. Hoje, trabalhamos mais que oito horas diárias e muitas pessoas se dividem entre dois ou três empregos diferentes para poder manter a qualidade de vida da família. As exigências profissionais, dentro de um mercado competitivo como o atual, são cada vez maiores. Por isso, criamos o hábito de deixar para amanhã.

Pensando em tudo isso, eu te faço uma pergunta: “Você está procrastinando por que passa a maior parte do seu tempo se ocupando ou produzindo. A quantidade de tarefas no seu dia a dia faz com que se perca na hora de realizá-las?”.

Pois, quando acordamos e nos damos conta da quantidade de coisas que precisam ser feitas no dia, automaticamente já começamos a pensar o que podemos deixar para o dia seguinte. Será que você está fazendo a escolha certa?

Vou citar um exemplo para ficar mais claro. Pensa em uma pessoa que trabalha em casa, ela acorda e precisa fazer um relatório para entregar em três dias. Como acordou disposta e com tempo ela resolve fazer um caminho mais longo para sua corrida matinal. Volta para casa um pouco mais tarde e como já está tarde resolve preparar o almoço para não precisar parar o relatório no meio.

Com o almoço pronto ela começa a escrever, mas antes dá uma espiada nas redes sócias, compartilha alguns vídeos com os amigos, troca algumas mensagens e já está na hora de almoçar. Como a comida está pronta, ela pensa que vai ser mais rápido a hora do almoço, mas lembra-se que tem dentista no primeiro horário da tarde. Então, corre para o banho, escova os dentes, arruma-se e vai.

Quando volta já esta tarde e não vale a pena começar a trabalhar.  No dia seguinte repete basicamente as mesmas coisas, optando sempre por tarefas que são de ocupação [lembrando que muitas precisam ser cumpridas] e deixando de lado as tarefas de produção. Assim, o relatório é concluído no último dia. E a pessoa não consegue nem ao menos sentir satisfação pelo trabalho realizado, o único sentimento que tem é alívio por ter concluído.

É claro que essa é só uma história, mas serve para refletir. Quantas vezes você deixou que o exemplo acima acontecesse com você? As coisas que nos ocupam sem fundamento tomam nosso tempo e faz com que deixemos para depois algumas coisas que são realmente importantes. Se a pessoa exemplificada acima tivesse escrito um pouco por dia do relatório, ela conseguiria ter uma satisfação profissional maior e teria menos estresse.

Para finalizar e fazer uma âncora com as promessas feitas no Ano Novo, eu deixo uma pergunta para você refletir:

“Você está realmente fazendo as tarefas certas para alcançar seus objetivos?”.

Pense nisso. Eu volto semana que vem.

Sobre Fabi Matos

Fabiana Nunes de Matos Bueno é graduada em Educação Física e trabalha como personal trainner ministrando aulas de pilates e funcional em seu estúdio.

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