Quinta-feira , 21 Setembro 2017
Últimas Publicações
Home / Saúde / Qualidade de vida = Autoconhecimento

Qualidade de vida = Autoconhecimento

Foto: Otávio Bueno

A saúde é uma incessante procura pelo bem-estar. Não tem uma receita, mas o contato humano e o cuidar de si sem dúvida são ingredientes necessários para termos melhor qualidade de vida. Leitura, amizades, música, hobby, atividade física, viagens e aprender algo novo são formas de preservarmos essa flexibilidade psíquica e enriquecermos a vida mental.

Pesquisas indicam que o que leva uma pessoa a atingir os níveis ideais de bem-estar, não são apenas as oportunidades, mas sim, o conjunto de fatores associados de corpo, mente e espírito, com doses de atitudes, que levará esse indivíduo ao encontro dos seus objetivos.

O princípio de tudo é a vida, definida como o maior bem e riqueza que um ser humano pode ter. A vida é o ponto de partida para conquistar tudo o que se deseja e o que se tem em mente.

Flávia Lima Morgon, 43, psicóloga e terapeuta familiar, graduada pelo Programa Internacional em Práticas Colaborativas e Dialógicas/Houston Gabeston Institute [Texas] e Taos Institute [Novo México], EUA, concorda.

“A vida é o início de tudo. Mas, as nossas vivências e os conhecimentos que vamos adquirindo ao longo dela, é que serão os facilitadores, para definirmos quais serão essas conquistas e objetivos. Desde que nascemos, estamos aprendendo e construindo novos saberes sobre o mundo, ressignificando nossas possibilidades e potencialidades”.

Mas nem tudo são flores. Em nossa trajetória, existem os desafios, dificuldades e perigos que passamos, na qual sofremos atentados e ameaças por questões patológicas, criminais ou sociais, que inclui a violência urbana provocada pela falta de políticas pontuais que geram desigualdade social e insegurança.

“Sem dúvida todos esses desafios provocam um impacto em nossa vida. A vida pós-moderna nos propõe uma rotina mais acelerada e estressante. Vários fatores como: violência, falta de políticas públicas, corrupção, assim como, o incentivo ao consumo excessivo, afetam negativamente nossa vida e nossas relações”, fala a psicóloga.

Muitas vezes, as pessoas e as famílias preferem ficar em casa a fazer um passeio, para evitar o estresse do trânsito ou por medo de sofrer um assalto. “Percebemos que o medo é um sentimento presente nos dias de hoje, justamente por todos os fatores citados”.

Políticas públicas

Direitos sociais como: saúde, educação, moradia, alimentação, trabalho e lazer, são os responsáveis em oferecer uma melhor qualidade de vida ao cidadão e deveriam ser estendidos para todas as pessoas, de forma a atender suas necessidades básicas. No entanto, são privilégios apenas de uma minoria afortunada da população.

Flavia Morgon comenta que essas diferenças são reais e, que, a falta de informação e conscientização dessas necessidades também é muito importante.

“Nossa qualidade de vida pode estar associada a uma série de motivos como prática de atividade física, alimentação saudável, uma rede de amigos e familiares. Atitudes preventivas podem favorecer uma boa qualidade de vida”.

Cuidar de si

De acordo com a psicóloga, qualidade de vida é desfrutar de um perfeito bem-estar físico e psicológico, porém, não depende apenas de nós, mas também, de um conjunto de agentes externos e alheios à nossa vontade.

Então, como lidar e enfrentar essa situação que gera ansiedade e depressão?

“Segundo a OMS [Organização Mundial da Saúde] qualidade de vida é: ‘a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores, nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações’. A partir dessa definição, podemos entender que de fato, a qualidade de vida está associada a uma série de razões”, esclarece.

Ela diz que transtornos como ansiedade e depressão afetam muito mais a população atualmente. A rotina agitada, com poucas horas de sono, má alimentação e o sedentarismo podem favorecer o aparecimento destes transtornos.

“A vida pós-moderna nos traz estímulos demandando muitas vezes repostas e decisões rápidas. Vejo nessa situação um facilitador aos quadros de ansiedade, afinal, temos uma sociedade imediatista”.

Já a depressão está vinculada a fatores ambientais e fisiológicos. “O que percebemos hoje, é que temos mais dificuldade em lidar com os nossos problemas. As dificuldades fazem parte da vida. Penso que entender que os problemas são humanos e podem ser superados de alguma forma, pode ajudar numa melhor qualidade de vida”.

Conquistas

Podemos ter qualidade de vida por meio de bens materiais, como por exemplo, dinheiro, moradia e carros. No entanto, faltar-nos o bem-estar na alma e no corpo. Sabe-se que corpo, mente e espírito, devem estar em perfeita sintonia para que possam estabelecer o equilíbrio necessário à manutenção de nossa vida.

“Falar sobre nossas angústias e dores pode colaborar muito. Antigamente, as pessoas conversavam e ouviam mais e essa rede de apoio entre amigos e familiares contribuía para que as pessoas pudessem sentir-se melhores. Afinal, falar e ser ouvido é o que cada ser humano espera do próximo”.

Para ela, é importante o ser humano entender que há um processo para ter uma boa qualidade de vida. Encontrar esse equilíbrio entre corpo e mente, saúde física e mental é um desafio cada vez maior hoje em dia. Porém, é algo possível por meio de determinação e esforço.

“Estar atento ao seu corpo, aos seus sentimentos, reações e limites, pode ajudar na compreensão de necessidades e com isso favorecer uma melhor qualidade de vida, com prática de atividade física, uma alimentação saudável, lazer e hobbies”.

Outro fator destacado por Flávia Morgon é o indivíduo poder contar com a ajuda de profissionais especializados como: psicólogo, médico, nutricionista, personal trainner, entre outros.

“Acredito que a saúde é um patrimônio da vida. Ser saudável nos dias atuais implica em uma série de atitudes que devem ser praticadas por todos nós, na busca de uma melhor qualidade de vida”.

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

Confira Também

Foto: Lucas Góis

As várias fases da mulher: adulta

Continuando com o tema: o exercício ideal para cada fase da mulher. Escrevo hoje sobre ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *