Quinta-feira , 19 Outubro 2017
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Superação no esporte e na vida

Uma lição de perseverança. Essa é a mensagem da nadadora Poliana Okimoto, 33, que ganhou a medalha de bronze na maratona aquática dos Jogos Olímpicos – Rio 2016 e entrou para a história do esporte como a primeira brasileira a conseguir subir ao pódio na modalidade olímpica.

“Eu estava obcecada com a medalha olímpica e acho que quando a gente tem essa obsessão à gente vai atrás e busca fazer da melhor maneira possível, com a maior perfeição que a gente consegue fazer”.

A vitória, mais do que merecida, vem como uma volta por cima após a frustração que a atleta sofreu nas Olimpíadas de Londres 2012, quando teve hipotermia e precisou abandonar a prova. Entretanto, para ela, apesar do momento ter sido muito difícil, anos depois houve um resultado positivo.

“A Olimpíada em Londres me ensinou muito. Foi ali a minha maior baixa no esporte e na vida, e depois disso, na Olimpíada seguinte, eu consegui a medalha. São esses ensinamentos que o esporte traz e que eu vou levar pra vida toda”.

Em um ano difícil para muita gente, como foi 2016, a lição aprendida na marra por Poliana serve de exemplo para muita gente que desiste frente às dificuldades.

“Eu acho que não é só a experiência de treinar duro, mas a resiliência que a gente ganha no esporte, isso sim, a gente leva pra vida toda. É a sensação de muitas vezes falhar, de muitas vezes fracassar, mas tirar forças dessas lições ruins e crescer com isso, para lá na frente estar melhor”, explica.

Quem viu a vitória da atleta, emocionadíssima depois de uma longa disputa, na qual ela terminou em 4º, e ascendeu ao 3º lugar no pódio depois da desclassificação da nadadora francesa, não sabe o que Poliana passou.

“Sempre fui uma pessoa muito dedicada, e a minha rotina de treino é muito certinha, nunca saí do que eu tinha que fazer e a preparação para a Olimpíada não foi diferente”, conta.

Dando tudo de si para a conquista olímpica, a atleta relata que sua vida era “comer, treinar e dormir. O foco foi muito grande, nada me tirava do treino, fiquei totalmente concentrada desde o início da preparação até o último dia antes dos Jogos”.

Ela destaca também que foi necessário deixar de lado os feriados, finais de semana, o pouco tempo que tinha para se unir à família e até evitar comer as comidas que gosta, tamanha dedicação e comprometimento com o esporte.

“A vida do atleta é de sacrifício, de abdicação, e antes da Olimpíada fiquei só pensando em treinar, pensando em ganhar uma medalha”, afirma.

“A sensação de ganhar a medalha é indescritível. Sonho com essa medalha desde quando me profissionalizei no esporte, aos 13 anos, e depois de 20 anos fui conseguir. As lágrimas foram inevitáveis diante da expectativa de realizar este sonho”, celebra.

Poliana continua colhendo os frutos de tanta dedicação, e no último mês de outubro conquistou medalha de prata na Copa do Mundo de Maratona Aquática, em Hong Kong, China.

Para 2017, a atleta já possui um objetivo certo: vencer o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, e como o esporte toma conta de sua vida, fica difícil separar as expectativas pessoais e profissionais para o ano novo.

“Eu faço o que amo e faço por mim. Então, as minhas conquistas na natação são a minha satisfação pessoal”, diz.

A mensagem deixada por Poliana Okimoto e pode ser levada para a vida até de quem não pratica esporte é perseverar, continuar investindo na sua dedicação e usar críticas negativas como um fator motivador.

“Depois de 2012, quando não tive o resultado que eu esperava mesmo estando bem preparada, ouvi que eu estava velha, que eu não ia conseguir mais nada e eu consegui ser campeã mundial em 2013. Peguei tudo o que disseram de ruim a meu respeito e provei o contrário”, conclui orgulhosa.

 

Sobre Letícia Guimarães

Graduada em Comunicação Social com Especialização em Jornalismo pela Unip [Universidade Paulista], Letícia Guimarães dos Santos, 28, é Editora-Adjunta da O Pólo, sendo responsável pelas reportagens da cidade de Mogi Mirim. Fez carreira de sucesso em coberturas da editoria de polícia. Estagiou como assessora de imprensa em agência de comunicação em Campinas, trabalhou em jornais da região da Baixa Mogiana e atuou como correspondente para o jornal O Estado de São Paulo.

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