Quinta-feira , 20 Julho 2017
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Transplante de medula óssea é grande revolução da terapia hematológica

Foto: Otávio Bueno

A medula óssea é um órgão hematopoiético, situado no interior dos ossos do corpo humano. É o órgão produtor das células sanguíneas [ hemácias, plaquetas e leucócitos], que originam-se de uma única célula progenitora, denominada célula tronco.

“Até os cinco anos de idade, a medula de todos os ossos do corpo participa desse processo. À medida que os anos avançam, ocorre uma substituição gordurosa na medula dos ossos longos, até que na idade adulta, somente os ossos da pelve, como o ilíaco, o esterno, os ossos do crânio, os arcos intercostais, vértebras e as epífises femorais e umerais são capazes de gerar células sanguíneas”, explica o Dr. Celso Ricardo Marcondes, 37.

Dr. Celso é formado em Medicina desde 2008 pela Faculdade de Barbacena, e concluiu sua Especialização em Hematologia e Hemoterapia no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte [MG], no ano de 2011. No momento, atua nos Hospitais 22 de Outubro [Mogi Mirim], São Francisco [Mogi Guaçu] e Clínica Médica Guaçuana, na área da Hematologia e Clínica Geral.

“Hematologia é a especialidade de doenças no sangue que vão desde as mais comuns como anemias, distúrbios da coagulação, trombose e trombofilia. Trabalho também no diagnóstico e tratamento do câncer das células do sangue, como é o caso da leucemia, linfomas e outros distúrbios da medula óssea”, explica Marcondes.

Segundo ele, diagnóstico de doenças relacionadas ao sangue se dá mais comumente quando ocorre uma alteração no exame de hemograma, levando o paciente a procurar o hematologista para diagnosticar a causa e o melhor tratamento para cada paciente.

“A alteração no hemograma pode servir de indicador não só para as doenças hematológicas, mas também para doenças endócrinas, infecciosas, reumáticas, oncológicas entre outras tantas especialidades médicas”.

Transplante

Dr. Celso Marcondes conta que o transplante de medula óssea  ou ‘transplante de célula tronco’, é a grande revolução da terapia hematológica nas últimas décadas, pois, baseia-se na propriedade de um pequeno grupo de células tronco do doador produzir novamente todas as células hematológicas, reconstituindo a medula óssea do receptor. “Assim, um paciente com leucemia ou linfoma, sua medula passa a ser incapaz de produzir as cédulas”.

O tratamento pode ser realizado com doses altas de quimioterápicos, capazes de destruir quase todas as células de sua medula, recebendo em seguida essas células progenitoras.

“Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com objetivo de reconstituição de uma medula saudável”.

De acordo com ele, sem a medula óssea é impossível sobreviver. “Dessa forma, chamamos a atenção da sociedade para se cadastrarem no Redome [Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea], um cadastro que reúne informações como nome, endereço, resultados de exames, características genéticas de voluntários à doação de medula para pacientes que precisam do transplante”, finaliza Dr. Celso Marcondes.

*Rereme

Um sistema informatizado cruza as informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados no Redome com as dos pacientes que precisam do transplante. Quando é verificada compatibilidade, a pessoa é convocada para efetivar a doação.

O Rereme [Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea] é um sistema criado pelo Inca [Instituto Nacional do Câncer] para agilizar o processo de busca de doadores.

Com a Rede BrasilCord, as chances de transplante para pacientes que não possuem um doador aparentado aumentam consideravelmente, bem como o número de transplantes a serem realizados, salvando mais vidas. A expansão da Rede prevê unidades em todas as regiões do país, para contemplar a diversidade genética da população no Brasil.

Com informações do Inca

Sobre Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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