Terça-feira , 19 Setembro 2017
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Triste preconceito

Um simples acontecimento na infância dos meus filhos me marcou muito por mostrar que estávamos no caminho certo na difícil tarefa de educá-los.

Certa vez, numa festinha de final de ano do grupo de judô que eles participavam, foram distribuídos para as crianças, dois tipos de brinquedos: um mini escorredor de louças com pratinhos, garfinhos e copinhos para as meninas, e carrinhos para os meninos.

O Kenzo, meu filho, ficou intrigado com isso. Ele não entendia por que o ‘escorredorzinho’ só podia ser das meninas. E, me disse:

-Mãe, eu também posso lavar louça, assim como o papai?

E, na ocasião, Kenzo tinha apenas 4 aninhos!

Naquele dia, percebi como é delicado essa imposição sobre o que é ‘de menino’ e o que é ‘de menina’. Muitas coisas já vêm ‘catalogadas’:

Rosa – meninas;

Azul – meninos;

Boneca – meninas;

Carrinho – meninos;

E por aí vai…

Como inspirar seu filho a ser um marido que colabora com os afazeres de casa, se isso é considerado coisa de menina. Como inspirar seu filho a ser um pai carinhoso, se não pode ter contato com uma boneca.

Preconceito sexista.

Em pleno Século XXI vivemos cada vez mais esse comportamento.  Um comportamento reflexo de uma mente primitiva.

O que não se observa é que somos seres humanos únicos e cada qual com sua aptidão, independente da escolha sexual. Como é triste, as pessoas te ‘classificarem’ pelas suas preferências, pelo seu modo de vestir, pela música que você ouve.

E isso vai muito além de menino e menina.

Muitas coisas te são ‘proibidas’, simplesmente, porque você não tem mais idade para isso!

O preconceito segrega e limita. Poda-te.

Da mesma forma que limita, é amplo no sentido de quanto se ramifica. Do preconceito nasce o machismo, o bulling, a depressão, os ataques [físicos e psicológicos], o distanciamento.

Queremos tanto a liberdade, mas através do preconceito, aprisionamos as pessoas e, principalmente, nos aprisionamos.

Que nós, como pais, como formadores de opinião, como verdadeios amigos dos nossos filhos, ampliemos nossa forma de pensar e ensinar. Que, a cada dia, possamos fazer nossa parte como cidadãos de bem, formando filhos sem amarras inúteis. Filhos que respeitem as diferenças.

Comece por você. Deixe esse preconceito bobo de lado. Esse que está te atrapalhando e não te permitindo realizar algo. Esse também que está te impedindo de se relacionar com pessoas maravilhosas, que possuem outra cor, outra raça, outra idade. Pare de julgar antes mesmo de conhecer. Pare de julgar depois de conhecer. Pare de julgar.

E, sem preconceito viva com todas as possibilidades que o mundo pode te oferecer.

Sobre Rubia Wakizaka

Rúbia Mara Andrade Felisberto Wakizaka é guaçuana e há três anos mora em Lake Mary [Flórida]. É casada com o empreendedor Fabio Wakizaka e mãe de dois filhos, Ichiro e Kenzo. Fala inglês fluente, é artesã e culinarista. Nos Estados Unidos, trabalha na área digital como bloguer e youtuber, trazendo experiências do setor de craft, abrangendo técnicas de costura, bordado e crochê, por meio do seu canal ‘Faça-Você-Mesmo’.

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Um comentário

  1. Alba Antonia de Andrade Felisberto

    Oi,Rubita!
    Sua matéria nos mostra o quanto somos preconceituosos.
    Observar a nós mesmos,é o melhor que temos a fazer.
    A mudança começa em nós!
    Sempre te seguindo!
    Bjs!

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