Quinta-feira , 14 Dezembro 2017
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Um sintoma que tem tratamento

Você já deve ter ouvido falar sobre incontinência urinária?

A incontinência urinária não é uma doença, mas sim, um sintoma. A perda involuntária da urina afeta pessoas de ambos os sexos e em diferentes idades. Com a idade, o número de pessoas com incontinência urinária aumenta, um em cada três idosos sofrem com esse mal.

A incontinência pode ser causada por hábitos cotidianos, condições médicas subjacentes ou problemas físicos. Por isso é importante consultar um médico para determinar o que está por trás da incontinência urinária.

São várias as causas da incontinência:

De pressão: a urina vaza quando a pessoa exerce pressão sobre a bexiga, por tossir, espirrar, rir, se exercitar ou levantar algo pesado.

De urgência: a pessoa tem vontade intensa súbita, seguida de uma perda involuntária da urina. A incontinência de urgência pode ser causada por uma condição de menor importância como infecção ou uma condição mais grave como desordem neurológica ou diabetes.

Extravasamento: quando a bexiga não esvazia completamente e a pessoa sente vontade de urinar com frequência.

Funcional: uma deficiência física ou mental dificulta o indivíduo de urinar na hora certa.

Alguns alimentos, bebidas e medicações podem estimular a bexiga e a aumentar o volume da urina. São eles: álcool, cafeína, chá, bebidas carbonatadas, xarope de milho, alimentos ricos em especiarias, açúcar ou ácidos, medicamentos para o coração, para pressão, sedativos e relaxantes musculares. Ou também, pode ser causado por uma condição médica como infecção do trato urinário. Esse tipo de incontinência é chamado de temporária.

Já a incontinência do tipo persistente é causada por vários fatores, como:

Gravidez: devido ao aumento do peso do útero;

Menopausa: devido a diminuição na produção de estrogênio;

Câncer de próstata: quando não tratado ou como efeito colateral do tratamento;

Obstrução: causado por algum tumor no trato urinário;

Existem vários tratamentos para controlar a incontinência urinária. Um deles é praticar exercício físico. O Pilates, como já mencionado aqui, é um dos métodos mais indicados para tratamento e prevenção.

O assoalho pélvico, região composta por 13 músculos, age como uma ‘cama elástica’ para absorver e dissipar as forças que chegam à região pélvica. Durante a prática do Pilates, o power house, região de músculos no qual o assoalho pélvico faz parte, é ativado o tempo todo. O fortalecimento dessa região induz a pessoa a ter maior controle da urina. O trabalho de respiração aliado aos movimentos, também tem a função de exercer maior controle sobre o períneo [ponto de maior tensão do assoalho pélvico].

Independente da causa ou do tipo, a incontinência urinária tem tratamento. Muitas pessoas ficam constrangidas ao falar com o médico sobre esse problema, mas não deveriam, pois além do tratamento ser simples, a incontinência urinaria pode ser um sintoma de alguma doença.

Se você se identificou com esse artigo, preste atenção na sua rotina e procure um médico. Não deixe a incontinência urinária atrapalhar sua vida.

Eu volto na semana que vem. Beijo e até lá.

Sobre Fabi Matos

Fabiana Nunes de Matos Bueno é graduada em Educação Física e trabalha como personal trainner ministrando aulas de pilates e funcional em seu estúdio.

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