ComportamentoGeral

Valorização do ser humano

Vítor Ferreira valoriza que o ‘ser’ é maior que o ‘ter’

Os educadores sociais atuam com funções educativas, capacitadoras do ser humano, do indivíduo com quem interagem, reconhecendo as suas capacidades, fortalecendo-as e estimulando a participação do próprio indivíduo nos seus projetos de vida. É uma atuação necessária em todas as gerações – crianças, jovens, adultos e idosos –.

“Isso é fundamental na formação de cada ser humano que está em construção de seu caráter e personalidade. Eu tenho certeza disto pelo que vivenciei em minha trajetória profissional. Ao trabalharmos com os nossos alunos, sempre buscamos gerar neles algo que possa ser doado e dividido com o próximo”, diz o vice-diretor e mantenedor do Colégio Objetivo, Vítor Rafael Nunes Ferreira, 33.

Graduado em Matemática [Faculdades Maria Imaculada], Pedagogia [Clarentiano – IAD], Ciências da Computação [Mackenzie] e MBA em Marketing [Esamc], explica que no trabalho de Educação do colégio, é ensinado aos alunos que eles devem utilizar os recursos que foram dados a cada um para servir e dar oportunidades para todas as pessoas que não as têm.

“O importante deste ensinamento é fazê-los reconhecer que não existe o individual e, sim, que precisamos do outro e que fomos feitos uns para os outros”.

Responsável ainda pela área de comunicação e eventos da empresa, conta que o Colégio Objetivo já completou ‘Jubileu de Prata’, porém que, está sob a gestão da família Ferreira há 15 anos, que hoje administra entre as duas unidades de Mogi Guaçu e Mogi Mirim, cerca de 1,3 mil estudantes com faixa etária de um a 22 anos, incluindo alunos do maternal até o curso pré-vestibular.

“Nosso foco é a educação de qualidade que possa modificar a sociedade, pois a educação tem esta incumbência de transformação social de pegar uma pedra e lapidá-la”.

E, partindo deste princípio, o diferencial do Colégio Objetivo está justamente na valorização do ser humano de que o ‘ser’ é muito maior do que o ‘ter’.

“No processo de transformação é importante o trabalho em conjunto da direção, professores, alunos e famílias. Temos que falar a mesma filosofia de trabalho e de vida. Sem isso, nada faz sentido”.

Ainda uma vez por semana durante uma hora, os estudantes participam de aulas de Educação Socioemocional. “Este conteúdo faz a diferença na transformação dos alunos”.

Carreira e negócios
Cresce cada vez mais dentro das grandes multinacionais, a procura por profissionais que tenham em seus currículos, trabalhos de educação, porque perceberam que estes peritos realmente vestem a ‘camisa da empresa’.

“Ter educação social no currículo é um diferencial e tanto, pois estas pessoas entendem o porquê da filosofia e andamento das empresas. Tenho diversos ex-alunos que conseguiram vagas disputadíssimas por terem ações sociais”.

Vida social
Mas não é somente da escola a responsabilidade de ensinar educação. Família e amigos beneficiam e são ingredientes nesta formação, porque não existe uma coisa sem a outra e, principalmente, a vida social é muito importante. “Digo sempre para os alunos que é preciso sair do ciclo casa/escola/celular – celular/escola/casa”.

“Vá viver e entender a vida”

Vítor Ferreira diz que é essencial que os alunos frequentem a igreja, clubes, shoppings, cinemas e tudo mais que influenciar o contato humano. “Saiam de suas caixinhas”.

Diz que há muitos alunos que ao concluírem o ensino médio, no outro dia sentem-se órfãos. “Eles não têm mais a obrigação de vestirem o uniforme, pegam-se em um vazio e não sabem como agir dali para frente. Por isso ressalto que a convivência social fora da escola é determinante nesta construção de personalidade”.

Proibido
E na era dos mais ágeis avanços tecnológicos, os estudantes franceses estão proibidos de usar o celular em qualquer lugar das escolas desde setembro de 2018, depois que o Parlamento Francês aprovou uma lei banindo o uso de aparelhos nas instituições de ensino, medida esta que vale para os jardins de infância, ensino primário e secundário para alunos com até 15 anos.

“Tem que se ter muita sabedoria e disciplina para usar a tecnologia, porque senão, você é arrastado por ela. Hoje, a tecnologia é como um ‘crack digital’ e quem não tomar cuidado, quando perceber estará viciado. É necessário entender que existe um limite”.

De acordo com ele, o celular na escola é uma ferramenta útil e que deve ser explorada para os benefícios que proporciona. “Não sou a favor da proibição. Se o aluno prefere o celular é que a sua aula não é interessante”.

Para o empresário, a forma de conciliar educação e tecnologia é oferecendo ao aluno o estímulo certo e com monitoramento dentro do ambiente escolar. E como exemplo, cita um fato que ocorreu em uma aula de História da Arte no colégio, quando pediu para um ex-aluno que estava fazendo intercâmbio em Londres [Inglaterra], que fizesse uma transmissão ao vivo do Museu ‘National Gallery’.

“Ele mostrou parte do acervo Renascentista de trabalhos de Michelangelo e Leonardo da Vinci e os alunos ficaram fascinados de verem na prática as obras de arte das quais estavam estudando”. 

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Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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