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Saúde: Mogi Mirim registra 1,7 mil casos de dengue

Em meio a pandemia da Covid-19, maior preocupação da cidade é com os casos de dengue que já matou uma pessoa por causa dessa doença

Mogi Mirim tem 1,7 mil casos de dengue, doença transmitida pelo vírus do mosquito Aedes aegypti. A cidade já tem um óbito registrado em decorrência da dengue. É uma preocupação a mais para a Administração Municipal desse município em meio à onda devastadora que o novo coronavírus espalhou pelo mundo inteiro.

Em Mogi Mirim dentro do possível, os casos da Covid-19 estão controlados com números de 78 notificações, 32 descartados, 3 positivos e 1 óbito em investigação. O último caso de Covid-19 foi confirmado nesta segunda-feira, 20 de abril, e trata-se de um homem, 48 anos, profissional da área de saúde que já está em isolamento domiciliar.

O município é o único da Baixa Mogiana que não registrou nenhuma morte pela Covid-19, enquanto que, Itapira tem 4 óbitos, sendo a segunda cidade com mais óbitos da região de Campinas e Mogi Guaçu com 1 morte.

Boletim do Ministério da Saúde atualizado até o momento contabiliza em todo o Brasil 40.581 infectados pela Covid-19 e 2.575 mortes, sendo 113 óbitos nas últimas 24 horas.

Dengue
“Dengue é uma doença de clima tropical do coletivo e há mais de 30 anos tentamos controlá-la incansavelmente. Vem sendo anunciada uma grande epidemia desde o ano de 2018, quando foi isolada a contaminação no nosso estado pelo vírus dengue tipo 2, que não circulava em nossa região, deixando toda população suscetível a doença”, explica o secretário de Saúde de Mogi Mirim, Ederaldo Moreno Alfonso, 70.

De acordo com ele, em 2019 houve uma terrível epidemia no norte do estado de São Paulo e que refletiu em cidades da nossa região como Campinas e Artur Nogueira e, assim, não foi possível controlar e segurar a transmissão em Mogi Mirim.

“Porém, neste ano e por motivos climáticos e uma não conscientização da população em eliminar criadouros, houve uma expansão dos casos por todo o município com uma maior concentração na zona Norte da cidade”.

Combate
Já o gerente da Secretaria de Saúde, Leonardo Cunha, 30, conta que a pasta tem tomado muitas precauções para evitar que aumente ainda mais os casos de dengue em Mogi Mirim.

“Todas as ações de combate à dengue seguem normas e rotinas determinadas pela Sucen [Superintendência de Controle de Endemias] – Órgão Estadual –, que norteia nossas condutas e é a instituição que distribui os inseticidas para o controle químico. Lembro que ficamos sem inseticida para auxílio no controle de maio de 2019 a janeiro de 2020”.

Leonardo Cunha pontua que “todas as ações continuam incansavelmente mesmo com a epidemia da Covid-19. Os agentes de saúde estão visitando as casas e pedindo para eliminarem os criadouros pois a melhor forma de combater a dengue é não deixar o mosquito nascer”.

Segundo o gerente, o equilíbrio continua na distribuição dos casos positivos, levando-se em conta o gênero sexual e a faixa etária dos contaminados pelo Aedes aegypti.

“A dengue é uma doença ‘democrática’ e não escolhe classe, idade ou sexo, dependendo muito mais da conscientização das pessoas para evitar que o mosquito nasça, pois, a prefeitura está fazendo a parte dela com ações, na contratação de pessoas, carro de som e nebulização noturna [fumace]”.

“Mas se a população não ajudar a evitar os criadouros,
não conseguiremos combater esse mosquito que transmite várias doenças.
Temos de evitar não só a dengue, mas também, que mais pessoas adoeçam”

Em 2020, a prefeitura de Mogi Mirim em conjunto com a Secretaria de Saúde colocou em prática o funcionamento de um ambulatório de soroterapia. “Este ambulatório tem a capacidade para atender 200 pessoas por dia e, ainda, a realização de exames e da soroterapia”.

Paralelo a isso, a Secretaria de Saúde juntamente com a VE [Vigilância Epidemiológica] promoveu uma série de ações, tais como:
1) Visitas Casa a Casa [rotina]: 16.376 imóveis;
2) BCC [Busca e Controle de Criadouros]: 6.849 visitas a residências;
3) Nebulização Portátil Costal: 2.310 casas;
4) Reclamações: 169 atendidas;
5) ADL [Avaliação de Densidade Larvária]: 1.313 visitas para avaliações;
6) Pontos Estratégicos: 196 visitas a imóveis estratégicos;
7) Imóveis Especiais: 47 visitas;
8) Três Arrastões aos Sábados: 5.404 visitas a casas;
9) Mais de 120 caminhões de sujeira retirados somente nos arrastões de sábados;
10) Nebulização veicular [Fumace]: 2 ações na zona Norte em 6 dias e 330 quarteirões até agora.

“Temos um total de visitas de 32.664 imóveis
desde 31 de março de 2020 até o momento”

Dengue x Covid-19
O secretário de Saúde, Ederaldo Moreno Alfonso, ressalta novamente que para frear as duas doenças dentro de Mogi Mirim é preciso conscientização da população.

“Para as duas doenças, as medidas são prevenção e conscientização. A dengue é uma doença conhecida da população, sabemos o que é preciso ser feito e precisamos ter a consciência da importância de colocar em prática este conhecimento. É necessário a prevenção, manter o nosso ambiente limpo, fiscalizar”.

Para o coronavírus que “é um pouco mais complicado por ser uma doença nova. Mas temos que promover a prevenção e nos conscientizar que o isolamento social é necessário e essa é a melhor medida”.

O gerente Leonardo Cunha e o secretário de Saúde, Ederaldo Moreno Alfonso

Coronavírus
A OMS [Organização Mundial da Saúde] caracterizou oficialmente o novo coronavírus como uma pandemia, elevando a emergência de saúde ao seu nível mais alto e acarretando consequências em diversos setores da economia.

“Combater a doença sem afetar a economia é totalmente difícil e complicado. A prefeitura de Mogi Mirim tem estudado medidas para minimizar danos a economia e uma delas mencionada na última quinta-feira, 16 de abril, é a prorrogação do vencimento do IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano] para o mês de agosto e algumas isenções previstas no novo decreto que entrará em vigor na data de hoje, 20 de abril de 2020”, explica Ederaldo Moreno Alfonso.

A preocupação com a aglomeração é uma das principais situações de se lidar nas cidades da Baixa Mogiana, sendo sempre “repetido” e “pedido” que as pessoas fiquem em casa.

“Em Mogi Mirim, não temos encontrado dificuldades com a população nesse sentido. Mas é preciso um trabalho de conscientização das pessoas de que é necessário aderir as medidas propostas pelo município”.

E o respeito da população mogimiriana, principalmente dos comerciantes e empresas, tem um forte motivo. “A Secretaria de Saúde em conjunto com o Setor de Fiscalização, Secretaria de Segurança Pública, Secretaria de Governo e Secretaria de Negócios Jurídicos, vem realizando um trabalho de orientação e fiscalização para que se cumpra o decreto municipal”.

Serviços
O atendimentos na rede pública de Mogi Mirim durante essa fase de Covid-19 e Dengue segue as recomendações do Governo Federal priorizando os casos de urgência e emergência. “Para o atendimento dos pacientes com dengue, foi criado um ambulatório de soroterapia com capacidade de atendimento de 200 pacientes por dia e conta com uma equipe de técnicos de enfermagem, enfermeiros e dois médicos diariamente”.

A Secretaria de Saúde, também colocou à disposição da população um ambulatório de síndromes gripais, para o atendimento de pacientes suspeitos de Covid-19 e outros sintomas.

Na Santa da Casa de Mogi Mirim que está sob intervenção da prefeitura, foram realizadas estruturações de preparação do hospital para receber os pacientes suspeitos com o novo coronavírus. “Essas ações incluem a inauguração da ala Covid-19 e a estruturação da UTI [Unidade de Terapia Intensiva] para receber o dobro de leitos”.

Na UPA [Unidade de Pronto Atendimento] foi instalado uma tenda para triagem e atendimento de pacientes com suspeita de coronavírus. “A aquisição de testes rápido e de testes por PCR [Proteína C Reativa] também é uma ação que somada ao isolamento social, é o caminho ideal para combater a Covid-19”, finaliza o secretário.

Com informações da Secretaria de Comunicação Social de Mogi Mirim

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Flávio Ribeiro

Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Pucc - Campinas. Editor-Chefe e Repórter da Revista O Pólo - Agência ODBO, é o responsável pela checagem e produção das reportagens e artigos e, também, da edição final da revista. Exerceu a função de Assessor de Imprensa de Gestão Pública e trabalhou em meios de comunicação como o Jornal Gazeta Guaçuana, Jornal Cidade e estagiou na EPTV Campinas.

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